Vídeo de Rogerinho com maços de dinheiro teria sido gravado na casa da mãe de Wanderley

O vídeo em que o vereador Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), aparece com maços de dinheiro foi vazado em 10 de agosto, após o rompimento político dele com o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), e sua aproximação com a prefeita Flávia Moretti (PL). Segundo informações reunidas na investigação da Operação Cathedra Venalis, o registro teria sido feito na residência da mãe de Wanderley, no bairro Jardim Imperador.
Conforme documento relacionado à investigação, uma fonte anônima afirmou ter reconhecido o imóvel pelas imagens divulgadas. A casa estaria localizada na avenida Eduardo Gomes, em um sobrado de esquina, nas proximidades de uma unidade de saúde. Ainda segundo o relato, reformas posteriores teriam alterado a estrutura do imóvel, dificultando o reconhecimento do cenário original.
O denunciante relatou que, ao comentar com uma pessoa próxima sobre a identificação do endereço, ouviu o alerta: “Cuidado, esse lugar não existe mais”. A frase teria sido uma referência às mudanças realizadas na residência após a gravação.
Além de Rogerinho e Wanderley, o vídeo também mostraria o suplente de vereador de Várzea Grande Samir Katumata (PL), secretário legislativo da Câmara Municipal. A presença dos envolvidos e a alegada entrega de valores integram os relatos que embasam a apuração, mas dependem de investigação para confirmação.
O vídeo veio a público em 10 de agosto e, oito dias depois, Rogerinho foi demitido do comando do DAE-VG. O Ministério Público de Mato Grosso solicitou a abertura de investigação para apurar o caso nas esferas municipal e legislativa. Atualmente, o vereador também é alvo da Comissão de Ética e Decoro da Câmara.
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada nessa quarta (20) para apurar um suposto esquema de compra de votos no Legislativo de Várzea Grande. As informações sobre o local da gravação e as circunstâncias da suposta entrega de dinheiro constam nos relatos reunidos durante a investigação.
Outro Lado
às 16h42 desta quarta: O vereador Wanderley Cerqueira entrou em contato com o
e afirmou que o caso se trata de denúncias infundadas apresentadas por Caio Cordeiro, que ainda estão sob investigação do Gaeco.
Samir Katumata afirmou ao
que não tem qualquer relação com a suposta entrega de dinheiro a Rogerinho. Ele também disse ter registrado boletim de ocorrência contra o vereador em razão de supostas insinuações feitas por ele na época em que o vídeo foi vazado.
(VGN)






