Várzea-grandense candidata a presidente do Brasil promete acabar com bets e ‘tigrinho’ nos primeiros 100 dias de governo

A candidata à Presidência da República Clariana Barão (DC), de Várzea Grande, afirmou que pretende trabalhar para proibir as bets no Brasil já nos primeiros 100 dias de governo, caso seja eleita. Em entrevista ao Olhar Direto, ela disse ser “absolutamente contra” as plataformas de apostas e defendeu o fim da atividade no país.
“Acabar de vez. Tenho um posicionamento muito firme em relação a isso, não há meio-termo”, afirmou.
Clariana sustenta que a regulamentação das apostas criou um problema social que ultrapassa o vício em jogos e atinge diretamente o orçamento das famílias e o comércio. Segundo ela, famílias de média e baixa renda estariam comprometendo parte relevante da renda com bets e jogos como o “tigrinho”.
“O que acontece com isso? Primeiro, temos as famílias desestruturadas. Temos pais e mães de família que se suicidaram por conta de dívidas, que venderam suas casas. Começam a faltar coisas dentro de casa, e as famílias passam necessidade.”
A candidata também argumenta que o dinheiro destinado às apostas deixa de circular no comércio.
“Além disso, o comércio é absolutamente afetado por isso, porque acabou aquele dinheirinho que sobrava para o final de semana, aquele valor para girar no comércio local.”
Clariana criticou a decisão do governo federal de regulamentar o setor e afirmou que o Estado passou a arrecadar com uma atividade que, na avaliação dela, aprofunda o endividamento das famílias.
“E o que o país faz? Regulamenta as bets porque é uma fonte infinita de arrecadação de tributos. E agora dizem que o que arrecadarem vão investir na recuperação das pessoas viciadas. Isso é uma discrepância.”
A proibição, porém, dependeria do Congresso Nacional. Questionada sobre a força econômica das empresas de apostas e a presença delas no futebol, na publicidade e em outros setores, Clariana reconheceu que não bastaria uma decisão do presidente da República.
“Essa é uma situação absolutamente relevante, porque não depende apenas do meu querer, depende do Congresso”, disse.
Ela afirmou que buscaria construir apoio entre deputados e senadores para tentar tornar as apostas novamente ilegais no país.
“Acho que temos que trazer essa consciência para os parlamentares e usar esse poder de publicidade para que eles tenham consciência do peso de suas decisões. É isso que temos que cobrar, para que eles se posicionem e possamos construir uma decisão favorável no sentido de torná-las ilegais, assim como eram.”
(Olhar Direto)






