Ex-policial é preso após 7 dias foragido por espancar idoso dentro de elevador em Cuiabá

A Polícia Civil, por meio da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, prendeu preventivamente hoje (30) o investigador aposentado Luciano Testa, de 56 anos. A ordem judicial, expedida pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá, decorre do crime de lesão corporal contra o idoso Agessander Manoel, de 62 anos. O espancamento ocorreu no dia 11 de junho dentro do elevador do Condomínio Residencial Ilha dos Açores, localizado no bairro Cidade Alta, na capital.
O despacho do juiz João Bosco Soares da Silva e a manifestação do Ministério Público revelam que o ex-policial possui um histórico funcional marcado pela violência.
De acordo com os documentos da Corregedoria-Geral da PJC-MT (Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso), Testa já responde a um procedimento administrativo disciplinar por agredir e ameaçar outro morador do mesmo prédio. Além disso, a ficha do acusado aponta que ele é alvo de uma apuração interna por envolvimento em um homicídio qualificado.
A investigação do Ministério Público, conduzida pelo promotor Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, apontou que o ataque ao idoso foi premeditado e cumpriu uma promessa feita pelo agressor há 10 meses.
MEIO GINCO
No dia 15 de agosto de 2025, o ex-policial já havia encurralado a vítima no mesmo elevador e disparado a ameaça: “O teu tá guardado, é uma promessa”. Após o cumprimento do mandado de prisão, o investigado passou por audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.
Entenda o caso
O crime ocorreu no dia 11 de junho de 2026, no interior do elevador do Condomínio Residencial Ilha dos Açores, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o investigador aposentado Luciano Testa agrediu o vizinho idoso, Agessander Manoel, com socos, chutes e cotoveladas.
A esposa da vítima tentou conter o agressor, mas também acabou empurrada e sofreu importunação sexual. Após o ataque, o ex-policial fugiu do local antes da chegada da Polícia Militar.
Ele alegou em redes sociais que agiu após ter sido alvo de suposto assédio por parte da vítima em agosto de 2025, versão que foi rebatida pelas imagens do circuito interno e pelas investigações da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI).
Veja o vídeo:
Repórter MT






