## SEBRAE-MT: O APOIO AO EMPREENDEDORISMO PRECISA SER ACESSÍVEL A TODOS, NÃO APENAS A UM GRUPO PRIVILEGIADO

## SEBRAE-MT: O APOIO AO EMPREENDEDORISMO PRECISA SER ACESSÍVEL A TODOS, NÃO APENAS A UM GRUPO PRIVILEGIADO
Fotos: Divulgação

Manifesto minha profunda insatisfação com a forma como o *SEBRAE Mato Grosso (SEBRAE-MT)* tem conduzido o relacionamento e o acesso às oportunidades oferecidas aos empreendedores, especialmente às mulheres que buscam apoio para desenvolver e fortalecer seus negócios.

Uma instituição cuja missão está diretamente relacionada ao fortalecimento do empreendedorismo, à promoção da equidade e à democratização de oportunidades deveria ser referência em acessibilidade, acolhimento, transparência e tratamento igualitário.

Entretanto, minha percepção, construída a partir das dificuldades enfrentadas para estabelecer comunicação e acessar oportunidades, é de uma realidade bastante diferente daquela apresentada no discurso institucional.

A ausência de canais de comunicação efetivos, a dificuldade de acesso aos responsáveis e a aparente concentração de oportunidades em um círculo restrito de empresárias e empreendedores, frequentemente os mesmos nomes já reconhecidos e consolidados no mercado local, levantam questionamentos legítimos sobre os critérios de participação, seleção e relacionamento adotados pelo SEBRAE-MT.

*Afinal, o SEBRAE-MT existe para apoiar quem já possui visibilidade, influência e acesso privilegiado ou para promover o desenvolvimento de todos aqueles que empreendem e necessitam de suporte?*

O empreendedorismo feminino não pode ser tratado apenas como uma bandeira institucional, presente em campanhas, eventos e discursos. Promover equidade significa, sobretudo, garantir que mulheres empreendedoras, independentemente de sua posição social, influência, rede de relacionamentos ou reconhecimento público, tenham oportunidades reais de participação, orientação e crescimento.

Não se trata de desmerecer empresárias bem-sucedidas ou questionar suas conquistas. Trata-se de questionar um modelo de relacionamento que, ao menos na experiência relatada, transmite a impressão de privilegiar quem já ocupa espaços de destaque, enquanto outras empreendedoras encontram barreiras para acessar a instituição.

*A verdadeira inclusão não acontece quando se convida sempre as mesmas pessoas para ocupar os mesmos espaços. Ela acontece quando se abrem portas para quem ainda não teve a oportunidade de entrar.*

É inadmissível que uma instituição dedicada ao desenvolvimento dos pequenos negócios transmita aos empreendedores a sensação de desinteresse, exclusão ou tratamento diferenciado.

Por essa razão, considero necessário que o SEBRAE-MT reveja seus canais de comunicação, amplie a transparência sobre os critérios de acesso às suas iniciativas e estabeleça mecanismos efetivos de escuta e atendimento, garantindo condições equitativas de participação.

O que se espera não é privilégio, favorecimento ou tratamento especial. *O que se exige é respeito, acessibilidade, transparência e igualdade de oportunidades.*

Porque apoiar o empreendedorismo não significa apenas reconhecer quem já chegou ao sucesso, mas também estender a mão a quem trabalha diariamente para conquistá-lo.

*Luma Amaral* – Empresária e empreendedora

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