Natasha diz que racha no União Brasil favorece candidatura do campo progressista

A pré-candidata ao Governo de Mato Grosso, Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que a crise interna do União Brasil, marcada pela disputa entre a candidatura própria do senador Jayme Campos e o apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), fortalece o campo progressista na corrida ao Palácio Paiaguás. Segundo ela, enquanto adversários enfrentam divergências, a esquerda chega às eleições com uma aliança inédita formada por oito partidos.
Ao comentar o cenário eleitoral, Natasha disse que a divisão entre os principais adversários amplia as possibilidades de crescimento de sua candidatura.
“Se a gente considerar que o Lula teve 35% dos votos em 2022 e que agora, em 2026, a gente tem o Lula chegando próximo aos 41%, como o nome que representa as forças progressistas no nosso Estado, a gente está bastante confiante. Obviamente, a divisão entre os partidos mais conservadores facilita para nós, progressistas”, declarou.
A pré-candidata ressaltou que o cenário atual é completamente diferente daquele enfrentado em 2022, quando acabou deixando a disputa após as convenções partidárias.
“Hoje é completamente diferente. Sem dúvida nenhuma, é a maior união das forças progressistas que o Estado nunca viu. São oito partidos progressistas se unindo em prol de candidaturas que vão fazer a diferença e vão cuidar de Mato Grosso”, afirmou.
Segundo Natasha, a frente política reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSD, PDT, PSB e a Federação PSOL/Rede, formando a maior coalizão do campo progressista já construída no Estado.
“Aqui não é um único partido. Estamos reunindo toda a Federação Brasil da Esperança, PDT, PSB, PSOL e Rede Sustentabilidade. Então realmente está muito mais robusto, com muito mais musculatura. É completamente diferente. Dá para dizer que não dá nem para comparar”, ressaltou.
Durante a entrevista, Natasha também comentou as discussões internas que antecederam sua escolha como candidata ao Governo. O PSD chegou a debater outros nomes para a disputa, entre eles o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD). Ela, porém, afirmou que o partido superou as divergências.
“Já foi pacificado, já está totalmente resolvido. Esse é um problema que já ficou para trás. Problema não, porque todo filiado tem o direito, é legítimo, de ser candidato, mas não existe mais essa discussão”, pontuou.
A pré-candidata ainda informou que a chapa majoritária já está definida e que os nomes seriam apresentados durante a convenção.
(VGN)






