Samantha lidera gastos para a AL com R$ 1,1 milhão; seis deputados aparecem no top 10

Samantha lidera gastos para a AL com R$ 1,1 milhão; seis deputados aparecem no top 10
Crédito: Câmara de Cuiabá

A candidata Samantha Iris (PL) lidera os gastos contratados na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nas eleições de 2026. Ela já declarou R$ 1.104.152,30 em despesas contratadas, das quais R$ 368.043,46 foram efetivamente pagas até o levantamento analisado. Entre os dez candidatos com maior volume de gastos, seis são deputados estaduais em busca da reeleição e quatro tentam chegar à Casa sem ocupar atualmente uma cadeira.

Os dados são da prestação de contas disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e consideram as despesas contratadas e as despesas já pagas pelas campanhas. Ao todo, os 266 candidatos a deputado estadual que aparecem na base analisada somam R$ 33,03 milhões em gastos contratados e R$ 11,97 milhões efetivamente pagos.

Samantha, primeira-dama e vereadora em Cuiabá, aparece isolada na primeira colocação. Mais da metade do valor contratado por sua campanha está relacionada a atividades de militância e mobilização de rua, que somam R$ 525.721,89. Em seguida aparecem despesas com pessoal, de R$ 262.794,25, serviços contábeis, de R$ 80 mil, materiais impressos, de R$ 77.093,01, e impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, de R$ 63 mil.

O segundo colocado é o deputado Valmir Moretto (Republicanos), candidato à reeleição, com R$ 942.411,95 contratados e R$ 792.430,95 já pagos. A maior despesa é com militância e mobilização de rua, que chega a R$ 418.957. A campanha também contratou R$ 250.139,95 em adesivos, R$ 80 mil em locação ou cessão de veículos e R$ 74,5 mil em pessoal.

Na terceira posição está Dr. João (MDB), também deputado estadual e candidato a novo mandato, com R$ 854.568,86 em despesas contratadas, mas apenas R$ 99.943,52 pagas até agora. O principal gasto é com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, no valor de R$ 250 mil. Outros R$ 156.411,88 foram contratados para militância e mobilização, R$ 96.405 para adesivos e R$ 80.410 para materiais impressos.

Alessandra Ferreira (Podemos), que não ocupa atualmente mandato na ALMT, aparece na quarta posição, com R$ 843.301,20 contratados e R$ 257.386,95 pagos. A maior despesa é com materiais impressos, que somam R$ 208.920,28, seguida por adesivos, com R$ 175.374,70, e militância, com R$ 100 mil.

Em quinto está o deputado Nininho (Republicanos), candidato à reeleição, com R$ 836.274,64 contratados e R$ 192.375,37 pagos. A campanha concentrou recursos principalmente em materiais impressos, que chegam a R$ 338.480, e adesivos, com R$ 237.695,27. Também foram contratados R$ 75 mil em serviços advocatícios.

O deputado Fabinho Tardin (Podemos) aparece em sexto, com R$ 817.285,23 em despesas contratadas e R$ 385.147,60 já quitados. Os maiores gastos são com militância, R$ 137.460,78; eventos de promoção da candidatura, R$ 120 mil; materiais impressos, R$ 111.965; adesivos, R$ 93.059,60; e produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, R$ 75 mil.

Outro nome sem mandato aparece na sétima posição. Leonardo Bortolin (MDB) declarou R$ 767.944,37 contratados e R$ 173.157,78 pagos. O maior gasto é com locação ou cessão de veículos, de R$ 136.198,69, seguido por serviços prestados por terceiros, R$ 108,5 mil, materiais impressos, R$ 96,65 mil, e militância, R$ 65,68 mil.

O deputado Beto Dois a Um (Podemos) ocupa a oitava posição, com R$ 721.024,55 contratados e R$ 106.624,50 pagos. A principal despesa é com transporte e deslocamento, que chega a R$ 222.480, seguida por militância, com R$ 155.831,52, pessoal, com R$ 82,6 mil, e locação de veículos, com R$ 64.801,32.

Na nona colocação aparece Scheila Pedroso (Podemos), ex-primeira-dama de Sinop, com R$ 716.351,36 em despesas contratadas e R$ 81.427,65 pagas. A campanha destinou R$ 306.449 para militância e mobilização de rua, R$ 116.086,60 para materiais impressos, R$ 61 mil para veículos, R$ 60 mil para serviços advocatícios e R$ 50 mil para contabilidade.

Fecha o top 10 o deputado Thiago Silva (MDB), candidato à reeleição, com R$ 714.930,77 contratados e R$ 272.334,17 pagos. Os maiores gastos são com materiais impressos, no valor de R$ 261.255,07, e militância, com R$ 180.092,89. A campanha também contratou R$ 41 mil em impulsionamento de conteúdo.

Somados, os dez candidatos com maiores despesas já contrataram R$ 8,31 milhões e pagaram R$ 2,72 milhões. O grupo é formado por seis deputados que buscam a reeleição — Moretto, Dr. João, Nininho, Fabinho, Beto Dois a Um e Thiago Silva — e quatro candidatos que não ocupam atualmente cadeira na Assembleia: Samantha Iris, Alessandra Ferreira, Leonardo Bortolin e Scheila Pedroso. A composição atual da ALMT confirma os seis nomes entre os parlamentares em exercício.

O teto de gastos para uma candidatura a deputado estadual em 2026 é de R$ 1.270.629,01. O TSE manteve para este ano os mesmos limites adotados em 2022, e o valor vale para todos os estados. Samantha, líder do ranking, já contratou o equivalente a cerca de 87% do limite permitido.

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Top 10 em despesas contratadas

  1. Samantha Iris (PL) — R$ 1.104.152,30 — vereadora
  2. Valmir Moretto (Republicanos) — R$ 942.411,95 — reeleição
  3. Dr. João (MDB) — R$ 854.568,86 — reeleição
  4. Alessandra Ferreira (Podemos) — R$ 843.301,20 — sem mandato
  5. Nininho (Republicanos) — R$ 836.274,64 — reeleição
  6. Fabinho Tardin (Podemos) — R$ 817.285,23 — reeleição
  7. Leonardo Bortolin (MDB) — R$ 767.944,37 — sem mandato
  8. Beto Dois a Um (Podemos) — R$ 721.024,55 — reeleição
  9. Scheila Pedroso (Podemos) — R$ 716.351,36 — sem mandato
  10. Thiago Silva (MDB) — R$ 714.930,77 — reeleição

Astrogildo Aécio Nunes

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