Mercado reage a resultado da eleição com Ibovespa acima de 200 mil pontos

O mercado financeiro reagiu fortemente ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais nesta segunda-feira (5). O Ibovespa superou pela primeira vez os 200 mil pontos, enquanto o dólar caiu abaixo de R$ 5, em meio à vantagem de Flávio Bolsonaro (PL), que teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O mercado financeiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais nesta segunda-feira (5). O Ibovespa superou pela primeira vez os 200 mil pontos, enquanto o dólar caiu abaixo de R$ 5, após Flávio Bolsonaro (PL) terminar a primeira etapa da disputa com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reação já havia começado durante a madrugada, com ETFs ligados a ações brasileiras registrando ganhos superiores a 12% no exterior, segundo a Reuters. No pregão doméstico, às 11h21, o Ibovespa avançava 7,55%, aos 206.610 pontos, com altas expressivas de empresas como Bradesco e Magazine Luiza.
Analistas ouvidos pelo mercado atribuíram o movimento à expectativa de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro adote uma política fiscal mais restritiva. A avaliação é de que uma redução de gastos poderia diminuir pressões inflacionárias e abrir espaço para cortes de juros, embora especialistas ressaltem que a expectativa dos investidores não representa garantia de execução das medidas.
A forte valorização também atingiu as estatais, diante da possibilidade de mudanças na gestão caso o resultado presidencial se confirme no segundo turno. Para Ronaldo Guimarães, da KAT Investimentos, esse cenário pode trazer potencial de ganho, mas também aumentar a volatilidade dos papéis.
Na renda fixa, os juros futuros recuaram de forma acentuada, principalmente nos contratos de prazo mais longo, mais sensíveis às perspectivas fiscais. Às 11h24, o DI para janeiro de 2035 caía 126 pontos-base, para 12,875%, enquanto o contrato para janeiro de 2028 recuava 83 pontos-base, para 12,68%.
O estrategista Marco Saravalle, da Krivo Capital, alertou, porém, para a diferença entre a reação imediata do mercado e a capacidade de transformar expectativas em medidas concretas. “Mas há uma diferença importante entre expectativa e entrega. É justamente essa distância que deverá determinar quanto do movimento de hoje será sustentável”, afirmou.
No câmbio, o dólar chegou a ser negociado a R$ 4,95, abaixo dos R$ 5 pela primeira vez desde maio. O movimento ocorreu depois de a moeda fechar a sexta-feira (2) em R$ 5,2173, quando investidores ainda avaliavam um cenário mais favorável a Lula.
Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro. A reação dos mercados ocorre, portanto, antes da definição da eleição, e os preços dos ativos ainda podem mudar conforme as campanhas avancem e novas propostas econômicas sejam apresentadas.
(Redação RDM Online)






