Maurício Coelho propõe Cartão Trabalho de R$ 200 e estima R$ 3,5 bilhões em circulação na economia

Maurício Coelho propõe Cartão Trabalho de R$ 200 e estima R$ 3,5 bilhões em circulação na economia
Divulgação

O candidato ao Governo de Mato Grosso pelo Mobiliza, Maurício Coelho, defendeu, durante entrevista à Rádio Cultura, na manhã desta terça-feira (08.09), a criação do Cartão Trabalho, que prevê um crédito mensal de R$ 200 para trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. A proposta faz parte do plano de governo e tem como objetivo ampliar o poder de compra dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, estimular a economia dos municípios.

Pelo projeto, o crédito deverá ser utilizado exclusivamente no comércio da cidade onde o trabalhador exerce sua atividade e dentro do próprio mês. O saldo não utilizado perderá a validade. A medida, segundo Maurício, busca fazer com que o recurso circule imediatamente em estabelecimentos como mercados, restaurantes, farmácias, lojas e pequenos serviços, em vez de funcionar como uma renda acumulada.

O custo bruto estimado do programa é de R$ 2,2 bilhões. A projeção apresentada no plano de governo é de que a circulação desses recursos produza, por meio do efeito multiplicador, R$ 3,5 bilhões em movimentação adicional no comércio. Parte do valor retornaria aos cofres públicos por meio da arrecadação de ICMS, reduzindo o custo líquido estimado para R$ 1,75 bilhão.

“O governo gasta R$ 2,2 bilhões e, quando esse consumo volta em ICMS, a economia se dinamiza”, afirmou Maurício durante a entrevista.

A lógica da proposta é utilizar o poder de compra do trabalhador como instrumento de estímulo à economia local. De acordo com o plano, o Estado não entregaria simplesmente um recurso para ser acumulado, mas um crédito com utilização direcionada e prazo para consumo. “O trabalhador recebe. O comércio vende. O Estado recupera parte do investimento”, resume o candidato.

Para Maurício, a medida pode gerar um ciclo de renda, consumo e atividade econômica, especialmente nos municípios onde o trabalhador vive e trabalha. “É uma forma de gerar excedente de renda e consumo”, afirmou.

O Cartão Trabalho está inserido na estratégia de poder de compra apresentada pelo candidato, que defende políticas capazes de fazer com que uma parcela maior da riqueza produzida em Mato Grosso permaneça e circule dentro do próprio Estado. A proposta se soma a outras medidas previstas no plano para reduzir custos das famílias e ampliar a capacidade de consumo.

Astrogildo Aécio Nunes

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