Jayme pede afastamento do União para manter apoio a Wellington Fagundes e Janaina Riva

O senador Jayme Campos pediu autorização ao União Brasil para ficar 45 dias afastado das obrigações partidárias em Mato Grosso, movimento que lhe permite manter o apoio público a Wellington Fagundes (PL) sem participar da campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos) e do candidato ao senado Mauro Mendes (União). No requerimento, Jayme cita uma “divergência de natureza político-eleitoral” com a direção estadual e pede liberdade para apoiar pessoalmente “a candidatura de quem lhe convier”.
O documento foi protocolado em 16 de setembro e encaminhado à Comissão Executiva Estadual do União Brasil. Jayme deixa claro que não pretende sair do partido, nem abandonar a bancada no Senado. O afastamento seria restrito às atividades eleitorais em Mato Grosso.
“Diante da incompatibilidade entre sua convicção política e o engajamento nas candidaturas estaduais apoiadas pelo partido, o requerente informa que não condiz com as suas convergências políticas”, registra o pedido. Na prática, o requerimento tenta resolver uma situação que se arrasta desde a convenção do União Brasil.
Jayme queria disputar o Governo, mas foi derrotado internamente em 30 de julho. Por 30 votos a 19, os convencionais decidiram apoiar Pivetta, sepultando a candidatura própria defendida pelo senador. Desde então, Jayme tomou o caminho oposto ao escolhido pelo partido.
Ele se aproximou da chapa adversária e declarou apoio a Wellington Fagundes. No início de agosto, participou da convenção do MDB e manifestou apoio ao candidato do PL ao Governo e Janaina Riva ao Senado. Mais recentemente, em setembro, apareceu em vídeo pedindo votos diretamente para Wellington no Nortão e defendendo sua eleição.
É justamente esse impasse que o requerimento tenta formalizar. O estatuto partidário prevê obrigações de apoio às candidaturas e participação nas campanhas eleitorais. Jayme argumenta, porém, que também possui direito de sustentar posições políticas próprias e afirma que não pretende atuar nas candidaturas estaduais que contrariem suas convicções.
(Olhar Direto)






