Pivetta confirma fusão de secretarias e entrega resumo da reforma a Max para evitar “factoides”

Pivetta confirma fusão de secretarias e entrega resumo da reforma a Max para evitar “factoides”
Foto: Divulgação

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que a reforma administrativa em elaboração pelo Executivo estadual prevê a fusão de secretarias e a redução da estrutura do governo de Mato Grosso. Antes de viajar à Turquia, ele deixará um resumo da proposta com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), que assumirá interinamente o comando do Estado. A intenção é que o parlamentar apresente as mudanças aos demais deputados e antecipe as discussões para evitar polêmicas e “factoides” antes do envio do projeto ao Legislativo.

Pivetta explicou que a estratégia foi combinada com os parlamentares e que a proposta só será divulgada oficialmente quando estiver concluída. Segundo ele, o objetivo é construir um entendimento prévio sobre as alterações e facilitar a tramitação da matéria na Assembleia.

“Por uma questão até de praticidade, para não criar polêmica desnecessária, nós combinamos com os deputados que eu vou deixar o resumo do que nós fizemos para o Max, que vai assumir o governo amanhã, para ele apresentar para os deputados, para quando eu voltar esse assunto já não ter nenhuma dúvida para a gente avançar, votar”, declarou.

O governador afirmou acreditar que as mudanças terão apoio da maioria dos deputados, desde que sejam consideradas de interesse da população.

“Se os deputados entenderem que nossas propostas são de interesse da sociedade, eu tenho certeza que terão apoio da grande maioria deles. Então, o Max vai ficar com essa tarefa de compartilhar com os pares dele a proposta e só vai ser divulgada quando tiver uma forma definida, quando tiver tudo definido, para não criar factoides, conversas desnecessárias”, acrescentou.

Questionado se a reforma prevê o fechamento de secretarias, Pivetta esclareceu que a intenção é fundir estruturas administrativas, reduzindo o número de pastas e os custos de funcionamento do Estado.

“Não fechar, não. Nós vamos fazer algumas fusões. Nós vamos diminuir o tamanho da máquina, nós vamos economizar”, afirmou.

Apesar de confirmar a redução do número de secretarias, o governador não informou quais pastas serão unificadas, quantas deixarão de existir na estrutura atual nem a economia estimada com as mudanças.

MAIS RECURSOS AOS MUNICÍPIOS

Pivetta também adiantou que a reforma administrativa terá como uma das principais diretrizes a descentralização da execução de políticas públicas. A proposta é reduzir estruturas estaduais responsáveis por atividades que, na avaliação do governador, podem ser executadas diretamente pelas prefeituras, com repasses de recursos do Estado.

“Ao invés de ter estrutura aqui para fazer o que o município pode fazer e deve fazer, nós vamos diminuir essa estrutura aqui para poder canalizar com facilidade os recursos fundo a fundo para os municípios executarem as políticas públicas”, explicou.

O governador defendeu que a transferência de responsabilidades e recursos permitirá aproximar os serviços públicos da população, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.

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“É lá que o povo precisa do serviço, né? É lá que as crianças precisam ser educadas, precisam de creche. É lá que os idosos precisam ser acolhidos. É lá que os doentes precisam de um diagnóstico, precisam ser atendidos. Quanto mais perto de casa, melhor”, argumentou.

Ao reforçar que a reforma não significa a interrupção dos serviços públicos, Pivetta voltou a destacar a intenção de reduzir o número de secretarias.

“Não, vai fundir, vai diminuir o número de secretarias. Mas o serviço continua, porque quem presta o serviço é o município”, declarou.

O governador também mencionou sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e a relação construída com os gestores municipais durante sua passagem pelo Executivo estadual para justificar a prioridade dada às prefeituras.

Segundo ele, a proposta é ampliar a autonomia dos municípios na execução das políticas públicas, mantendo o tratamento igualitário entre as administrações municipais, independentemente de alinhamentos políticos.

“E nós sempre tratamos os prefeitos, as prefeitas, todos com isonomia. E vamos continuar fazendo isso”, afirmou.

Pivetta encerrou defendendo que a reforma permitirá aprofundar a política de descentralização administrativa.

“Então, vai ser um governo ainda mais municipalista do que tem sido. Eu escuto os deputados, todos, concordo com essa política e é isso que nós vamos fazer”, concluiu.

(Leiagora)

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