Homem compra navio naufragado na 1ª Guerra via Facebook por R$ 2300; vídeo

Homem compra navio naufragado na 1ª Guerra via Facebook por R$ 2300; vídeo
O SS Almond Branch era um navio de carga antes de ser torpedeado na costa da Cornualha durante a Primeira Guerra Mundial — Foto: Wrecksite

Em janeiro deste ano, Dom Robinson, um mergulhador amador britânico de 53 anos, encontrou por acaso no Marketplace do Facebook um anúncio de venda do naufrágio SS Almond Branch, um barco mercantil afundado por torpedos durante a Primeira Guerra Mundial. Sem pensar duas vezes, ele resolveu desembolsar £ 300 (aproximadamente R$ 2300) para ter o direito à propriedade do veículo. Só tem um detalhe: ele está submerso de ponta-cabeça a 58 metros no Canal da Mancha.

Construído por volta de 1896, a embarcação pesa aproximadamente 3 mil toneladas e tem quase 100 metros de comprimento. Os registros históricos indicam que ele circulou boa parte do mundo antes de naufragar em novembro de 1917, vítima do ataque de um submarino alemão UB-57. O naufráfio aconteceu próximo à costa da Cornualha, e teve vítima fatal.

À BBC Radio Cornwall, o homem relatou que já havia visitado o navio em uma oportunidade anterior quando mergulhou em Dodman Point. Logo após a conclusão da compra, ele resolveu voltar à região e, desta vez, gravou vídeos. O material foi compartilhado em seu canal no YouTube, onde viralizou, e já soma mais de 120 mil visualizações. Assista:

Aquisição do naufrágio

No Reino Unido, os naufrágios são compreendidos como bens que, necessariamente, têm um proprietário oficial. No passado, a maioria deles pertencia ao próprio governo, porém, para se recuperar financeiramente da Segunda Guerra Mundial, o Estado pôs muitos à venda.

Foi assim que, por volta de 1970, SS Almond Branch tornou-se propriedade de uma família que esperava encontrar algo valioso no seu interior. Para a infelicidade dos compradores, no entanto, o barco não passava de uma grande pilha de ferro enferrujado.

A prática de venda dos naufrágios pelo governo terminou pouco tempo depois disso e, para facilitar o contato dos órgãos públicos com os novos donos das embarcações, criou-se o “Receptor de Naufrágios”. A autoridade não tem nenhuma responsabilidade sobre a compra ou venda dos navios, mas serve para auxiliar os proprietários a manter o seu controle sobre o naufrágio – inclusive, garantindo a eles o direito a qualquer item encontrado dentro dele.

“Sempre quis ter um naufrágio próprio, então, quando vi o anúncio no Marketplace, pensei que aquela era a minha oportunidade”, lembra Robinson, no relato à BBC. “Em poucos dias, já tinha recebido uma carta do Receptor de Naufrágios reconhecendo a troca de proprietário legal”.

Objetivos com o barco

Robinson não pretende retirar SS Almond Branch da água. Pelo contrário, seus objetivos envolvem explorar mais a fundo os detalhes de sua aquisição por meio de mergulhos ainda mais longos e frequentes.

“No casco do navio há um suporte para arma, mas não encontramos qualquer sinal de uma arma perto do naufrágio. Eu adoraria muito de saber o que aconteceu com ela”, destaca o novo proprietário. “Além disso, espero achar o sino do navio. Este eu quero levar para a superfície e guardar em casa”.]

(Por Arthur Almeida)

Astrogildo Aécio Nunes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posso ajudar?