Gisela diz que Michelle Bolsonaro tem capital político e precisa ser respeitada; ‘se fosse homem seria diferente’

Gisela diz que Michelle Bolsonaro tem capital político e precisa ser respeitada; ‘se fosse homem seria diferente’
Divulgação/GD

A presidente do diretório do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, saiu em defesa da ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro (PL), que acusou o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), de cometer violência de gênero contra ela no âmbito da construção do arco de alianças nacional do Partido Liberal. Para Gisela, mulheres não podem ser menosprezadas no ambiente político.

“Nós respeitamos o tempo da Michelle, o importante é que ela falou a verdade e isso tem que ser levado em consideração por toda a classe política brasileira, porque nós, mulheres, não podemos ser menosprezadas naquilo que nós entendemos da política”, disse a deputada em coletiva de imprensa na última quinta-feira (25).

A questão central no racha entre Michelle e Flávio é a disputa pelo Senado no Ceará. Como presidente do PL Mulher, ela viajou o país todo construindo candidaturas femininas. Naquele estado ela já tinha acordo para que uma aliada fosse a candidata do partido, mas Flávio escolheu apoiar Ciro Gomes, antigo desafeto de Jair Bolsonaro (PL).

“Se fosse um homem no lugar da Michelle, seria diferente. Seria diferente porque, como se diz, muitos chegaram agora também, mas muitos têm feito construção de partidos. Isso que a Michelle fez no país, de organizar o PL Mulher, de eleger a quantidade de deputadas federais, de senadoras, de vereadoras no nosso país, isso tem que ser reconhecido como capital político”, afirmou Gisela.

“Então, penso que, se fosse um homem, sequer haveria esse tipo de questionamento, tipo ‘quem é você’. Nós sabemos que isso acontece, infelizmente, no trocadilho de violência de gênero que muitos não gostam de admitir, mas que é uma realidade”, acrescentou.

Para Gisela, a demora de Michelle para revelar a situação de violência política de gênero é compreensível porque a vítima fica com receio de expor a si mesma e à família. Disse também que acredita que a família vai conseguir resolver a situação.

“Eu acredito que a família vai entrar num acordo, porque a direita, por si só, já está muito dividida, e essa divisão da família seria pior ainda. Reconheço a importância do pedido de desculpas que ele fez, acho que é o início de uma construção, de um diálogo”, afirmou.

(GD)

Astrogildo Aécio Nunes

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