Festival do Chocolate MT amplia ações de sustentabilidade com iniciativas ambientais, sociais, econômicas e culturais

O 8º Festival do Chocolate MT chega à Arena Pantanal com uma proposta que vai além da gastronomia. Durante os três dias de programação, o evento terá ações voltadas aos três pilares da sustentabilidade — ambiental, social e econômico — além de iniciativas que valorizam a cultura e a identidade regional.
“O Festival do Chocolate MT foi pensado para proporcionar uma experiência que vá muito além do chocolate. Quando falamos em sustentabilidade, estamos falando de responsabilidade ambiental, social e econômica, mas também de valorização da nossa cultura e daquilo que é produzido em Mato Grosso”, Destaca Zilda Castanho, organizadora do festival

Zilda destaca que a sustentabilidade em eventos envolve o planejamento de ações capazes de reduzir impactos ambientais, promover inclusão e gerar benefícios para a comunidade e para a economia local. No festival, essa proposta estará presente desde a gestão dos resíduos até a programação cultural, as ações sociais e a participação de produtores, empreendedores e profissionais de Mato Grosso.
No pilar ambiental, um dos principais destaques será a Central de Triagem de Resíduos, que funcionará durante todo o festival. O espaço fará a separação dos materiais recicláveis produzidos durante o evento, permitindo que os resíduos sejam encaminhados de acordo com sua destinação. A iniciativa faz parte da estratégia da organização para melhorar o gerenciamento dos resíduos gerados durante a programação. A proposta é que a coleta seletiva esteja associada a uma estrutura de triagem, permitindo maior aproveitamento dos materiais recicláveis e reduzindo o volume encaminhado aos aterros sanitários.
A organização também relaciona a sustentabilidade ambiental às escolhas feitas na cadeia de fornecedores. A prioridade dada a produtores, fornecedores e parceiros de Mato Grosso aproxima o evento dos negócios e da produção regional e pode contribuir para a redução dos deslocamentos necessários para o abastecimento do festival.
No eixo social, a organização prevê uma estrutura acessível para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, além de ações voltadas à diversidade e à inclusão na programação.

O festival também contará com iniciativas do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT). Entre elas está a Trilha do Saber e Sabor, que proporcionará ao público uma experiência sobre o universo do cacau. A atividade inclui contato com informações sobre o fruto e a planta, degustação e oficinas de pirulito, distribuídas em quatro tendas. A Carreta do Programa Pequenos do Agro também estará presente com uma palestra teatralizada e a participação de personagens, utilizando uma abordagem lúdica para apresentar conteúdos relacionados ao meio rural. Já o Mutirão Rural levará ao festival serviços de odontologia, enfermagem e oftalmologia, ampliando a programação para além das atividades de entretenimento.
A dimensão cultural integra a proposta de sustentabilidade do evento por meio da valorização da identidade, dos talentos e das manifestações que fazem parte da produção cultural de Mato Grosso. A presença de artistas e profissionais de diferentes perfis na programação contribui para ampliar a participação cultural no festival e criar um espaço de encontro entre gastronomia, produção regional, arte e entretenimento.
Para a organização, um festival sustentável não deve olhar apenas para os impactos ambientais de sua realização, mas também para as pessoas, para a cultura e para a economia do território onde o evento acontece. O terceiro pilar da sustentabilidade, o econômico, está relacionado à decisão da organização de priorizar produtores, fornecedores e parceiros de Mato Grosso. A medida busca fortalecer a participação de empreendedores locais na cadeia de realização do festival e contribuir para a circulação de renda no próprio estado
Com isso, o festival procura associar a realização do evento à geração de oportunidades para quem produz, empreende e trabalha no estado.
Zilda destaca que ao reunir ações ambientais, sociais, econômicas e culturais, o Festival do Chocolate MT pretende incorporar a sustentabilidade à própria experiência do público, sendo a proposta é que o visitante encontre, no mesmo espaço, gastronomia, cultura, entretenimento, conhecimento, serviços e iniciativas de responsabilidade ambiental.

Mais do que tratar sustentabilidade como uma ação isolada, o festival busca integrar os diferentes aspectos à sua realização. A gestão dos resíduos, a acessibilidade, as ações sociais, a valorização cultural e o incentivo aos negócios de Mato Grosso fazem parte de uma estratégia que pretende ampliar o impacto positivo do evento.
“Queremos que o público aproveite o festival, conheça o trabalho dos nossos produtores, tenha acesso às atividades e saia daqui com uma experiência positiva. Mas queremos também que fique um legado, mostrando que é possível realizar um grande evento com responsabilidade e com ações que estejam conectadas com a realidade e com as necessidades de Mato Grosso”, finaliza Zilda.






