Encantos da natureza

Encantos da natureza
Reprodução/HNT

GABRIEL NOVIS NEVES

Nunca vi coisa mais linda do que a natureza!

Ela nos acalenta, ora com o ruído dos ventos nas ondas do mar, ora rompendo o silêncio das planícies do Pantanal, balançando suas escassas árvores.

Os humanos também somos filhos da natureza. O ‘poeta’ imortalizou a garota que ia para a praia balançando o corpo ‘tão cheio de graça’.

As crianças, os pássaros, as aves, o mar, os rios, as montanhas, os desertos, o céu, o Sol, a Lua e as estrelinhas também fazem parte da natureza.

“Impossível não saber quem criou tudo isso com tamanha perfeição, estendendo-o pelos tempos sem tempo!”

Baste-nos cotejar o calor e o frio, o bem e o mal, a saúde e a doença, a vida e a morte.

Impossível não saber quem criou tudo isso com tamanha perfeição, estendendo-o pelos tempos sem tempo!
Caminhamos nas extremidades da ‘beleza’. Esta poderá estar em um vaso com uma orquídea branca, fundo azul, ou numa coroa gigante de rosas para um funeral.

Esse, o verdadeiro sentido da vida e da morte, que se confunde com a própria natureza.

No conforto de uma vida caseira em apartamento — por opção —, fiz questão de trazer flores e plantas para que me fossem companhia.

Pudesse, gostaria que um rio percorresse o interior do meu apartamento para eu molhar, pelo menos, as pontas dos dedos das mãos.

Ficaria deitado em uma rede feita pelas artesãs da querida Livramento, toda bordada com cores diferentes e larga varanda.

Estaria aí a contemplar a água do rio passando, mesmo que não me brindasse com um só peixinho que fosse.

As plantas e flores, as mais belas e coloridas, invadem meu apartamento exalando o perfume tão cantado pelo poeta Cartola, lá do jardim de sua casa, no alto do morro da Mangueira.

Rio e flores têm tudo a ver com a nossa cultura popular. Vem-me à mente o poeta Paulinho da Viola: ‘foi um rio que passou em minha vida’. Ah, e como não apreciar ‘as rosas não falam”, do Cartola!

Eu me concedi uma pequena escorregada pelas emoções do pensamento. Coração apertado, finalizo: tantas as belezas com que a natureza, generosa, me brindou!

Como nos faz bem lembrar da natureza, respeitando-a. De igual modo, reconheço que a ‘vida’ acaba por se nos revelar o maior privilégio.

O conselho de Shakespeare nos vem a calhar: ‘O tempo é algo que não volta atrás. Por isso, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores…’

Gabriel Novis Neves é médico e ex-reitor da UFMT

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do A e F News

Astrogildo Aécio Nunes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posso ajudar?