Dente cresce entre olho e sobrancelha de adolescente de 16 anos; entenda

Um adolescente de 16 anos passou por uma cirurgia para remover um dente que nascia entre seu olho e sobrancelha esquerdos. O caso, que ocorreu na Índia, foi descrito em estudo publicado no periódico Ophthalmology e ganhou repercussão internacional na última semana.
Trata-se do primeiro caso documentado de uma ectopia dentária, ou seja, dentes nascendo em outras partes do corpo, nessa região da órbita ocular. A pesquisa revela que o garoto apresentou um inchaço no local por meses. Sem histórico de trauma ou dor, ele só procurou ajuda quando percebeu pontas brancas começando a sair desse inchaço.
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Em um primeiro momento, os médicos acreditaram que ele tinha um teratoma, espécie de tumor que se forma a partir de células capazes de se transformar em qualquer tecido do corpo humano, e até consideraram a presença de um corpo estranho como causador. Uma tomografia computadorizada, porém, revelou a ectopia dentária.
“A estrutura de um dente isolado na órbita superior era bastante óbvia”, revelou Meghana Tanwar, autora da pesquisa e médica do Hospital Oftalmológico Aravind em Madurai, na Índia, em entrevista ao MedPage Today.
O dente foi extraído em um procedimento sob anestesia geral depois de uma consulta com um cirurgião bucomaxilofacial. A cirurgia foi bem sucedida, deixando apenas uma pequena cicatriz no rosto do rapaz.
Dente ectópico
Os dentes ectópicos surgem a partir da interação entre alguns tecidos: se um processo falhar, um dente pode se desenvolver em uma localização anormal. Há casos registrados de ocorrências no queixo e até na cavidade nasal. Muitas vezes eles podem passar despercebidos por anos. Em outras, podem causar dor, inchaço, dores de cabeça ou dificuldade para abrir a bocal.
“Representava, principalmente, um problema estético, e não funcional, para o nosso paciente”, disse Tanwar. “Se o dente tivesse migrado para ficar muito próximo de alguma estrutura orbital, como músculo, olho, nervo ou vasos sanguíneos, poderia ter causado problemas funcionais devido à compressão mecânica dessas estruturas.”
“Como médicos, devemos sempre estar preparados para nos surpreendermos com o quão bizarra a biologia pode ser”, finalizou ela.
(Por Redação Galileu)






