Convenções partidárias redesenham a corrida ao Governo de Mato Grosso para 2026

A corrida eleitoral pelo Palácio Paiaguás entra em sua fase mais decisiva nos bastidores políticos de Mato Grosso. Embora o período oficial de campanha ainda não tenha tido início, a reta final das articulações ganhou forte aceleração com a proximidade das convenções partidárias. Eventos cruciais como o encontro do União Brasil, agendado para o próximo dia 30 de julho, e o do Republicanos, marcado para 5 de agosto, prometem redefinir o mapa de alianças e o peso de cada bloco na disputa sucessória.
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Os desafios internos do PL e a dianteira nas pesquisas
Levantamentos recentes de intenção de voto divulgados pelo Real Time Big Data apontam o senador Wellington Fagundes (PL) na liderança da corrida ao governo estadual. No entanto, o cenário revela que a vantagem numérica inicial convive com importantes desafios de consolidação interna na legenda liberal. A adesão de prefeitos e lideranças regionais ainda enfrenta arestas a serem aparadas.
Um reflexo direto dessa dinâmica ocorreu com a ausência de figuras de destaque na convenção do PL, a exemplo do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que mantêm cautela e ainda não formalizaram alinhamento explícito com a candidatura de Wellington. Além disso, gestores municipais importantes de cidades como Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Novo do Parecis já declararam apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta, evidenciando que a unidade partidária do PL permanece em plena fase de construção.
O protagonismo de Pivetta e a força de Várzea Grande
Do outro lado do tabuleiro, Otaviano Pivetta (Republicanos) tem apostado na ampliação de sua base com prefeitos de diferentes siglas, buscando distanciar a disputa estadual de eventuais turbulências das negociações nacionais entre partidos. Ao mesmo tempo, a prefeita Flávia Moretti transformou seu posicionamento político em um dos ativos mais disputados da eleição ao condicionar seu apoio às propostas apresentadas para Várzea Grande.
A aproximação institucional entre Flávia e a gestão estadual na execução de programas de infraestrutura e saneamento — como a Aliança pela Água, que injeta dezenas de milhões no município — colocou a cidade industrial no centro estratégico dos debates da sucessão, redesenhando a correlação de forças políticas na região metropolitana.
O enigma do União Brasil e a incógnita em torno de Janaina Riva
Nenhuma movimentação gera tanta expectativa quanto a definição do União Brasil. O partido divide-se entre dois caminhos distintos: lançar a candidatura própria de Jayme Campos, o que fragmentaria o grupo governista, ou consolidar o acordo firmado pelo governador Mauro Mendes em apoio a Otaviano Pivetta, unindo a maior estrutura partidária do estado em torno de uma chapa única.
Paralelamente, a atuação do MDB e os passos da deputada estadual Janaina Riva configuram outra grande incógnita do pleito. Especulações de bastidores apontam para a possibilidade de Janaina compor como candidata a vice-governadora ao lado de Pivetta, o que alteraria profundamente a configuração das chapas majoritárias e obrigaria os demais concorrentes a recalcular suas estratégias para o Senado e para o governo.
Com o encerramento do ciclo de convenções em agosto, a sucessão estadual deixará a etapa exclusiva de negociações de bastidores para ganhar as ruas, testando a capacidade de cada grupo de transformar acordos partidários em votos efetivos do eleitorado mato-grossense.
Fonte: CenárioMT






