Com histórico de furtos de Rolex e pedras preciosas, influenciadora “Rapunzel Cuiabana” é presa por fingir ser advogada e aplicar golpe em divórcio

Com histórico de furtos de Rolex e pedras preciosas, influenciadora “Rapunzel Cuiabana” é presa por fingir ser advogada e aplicar golpe em divórcio
Influenciadora "Rapunzel Cuiabana" finge ser advogada, aplica golpe do divórcio e termina presa em MT -Reprodução

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Primavera do Leste, prendeu preventivamente a influenciadora digital Kamila Gonçalves Vieira, conhecida nas redes sociais como “Rapunzel Cuiabana”. A prisão ocorreu nessaa segunda-feira (3) em um estabelecimento comercial no bairro Buritis II, no âmbito da Operação Fallacia, que apura a atuação da suspeita em um esquema de estelionato baseado na falsa prestação de serviços advocatícios.

Durante as diligências no imóvel residencial da investigada, as equipes policiais apreenderam um aparelho celular, cartões bancários, documentos em nome de terceiros e uma caminhonete Toyota Hilux vinculada aos ilícitos apurados.

Conforme o inquérito policial, a suspeita, que soma mais de 40 mil seguidores nas redes, apresentou-se como advogada a um morador do município e intermediou um falso acordo de divórcio. Sob o pretexto de direcionar valores à ex-companheira da vítima, ela induziu o homem a realizar pagamentos que foram desviados para a própria conta e para terceiros, além de convencê-lo a repassar a caminhonete com a promessa de resguardar o bem da partilha patrimonial.

Histórico de crimes

Em novembro de 2021, Kamila havia sido presa em flagrante pela Polícia Militar no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Cuiabá, acusada de liderar uma série de furtos qualificados contra proprietários de imóveis de luxo mobiliados.

O modus operandi consistia no aluguel de residências de alto padrão e na rápida subtração do acervo mobiliário e de pertences pessoais dos locadores, incluindo ar-condicionado, eletrodomésticos, enxovais, relógios da marca Rolex e pedras preciosas da variedade turmalina paraíba.

À época da prisão em 2021, as vítimas organizaram um grupo em aplicativo de mensagens para mapear as perdas e relataram ter recebido ameaças por parte de Kamila para que não prestassem queixas formais.

O acervo recuperado exigiu a utilização de um caminhão de frete para a apresentação na Central de Flagrantes, culminando na conversão do flagrante em prisão preventiva pela 3ª Vara Criminal da Capital devido ao risco de contumácia delitiva.

O termo “Fallacia”, que nomeia a atual ação da DERF em Primavera do Leste, faz referência ao vocábulo em latim relativo a fraude e engano premeditado. Após o cumprimento das ordens judiciais, a investigada foi encaminhada à unidade prisional e permanece à disposição do Poder Judiciário.

A investigação tramita sob segredo de justiça para a análise dos materiais eletrônicos e mapeamento de eventuais novas vítimas.

(RepórterMT)

Astrogildo Aécio Nunes

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