Câmara define CPI para investigar possível rombo de R$ 80 milhões na compra de livros

Câmara define CPI para investigar possível rombo de R$ 80 milhões na compra de livros
Divulgação

A Câmara de Cuiabá definiu a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Livros Didáticos, que investigará um possível déficit financeiro de até R$ 80 milhões relacionado à compra de livros e materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação entre 2025 e 2026. Autor do requerimento, o vereador Demilson Nogueira (PP) presidirá a comissão.Consultar Atlas

A vice-presidência ficará com Marcus Brito (PV), enquanto o vereador Tenente-Coronel Dias (Cidadania) será membro titular. Wilson Kero Kero (DEM), Marcrean Santos (MDB) e Cezinha Nascimento (União) foram definidos como suplentes.

A composição foi estabelecida pela presidente da Câmara, Paula Calil (PL), após o Colégio de Líderes não deliberar sobre as indicações. Em entrevista nesta quinta-feira (22), Demilson afirmou que o pedido de abertura da CPI havia sido aprovado há mais de 60 dias. Segundo o parlamentar, diante da demora, a Presidência recorreu ao Regimento Interno para indicar os integrantes e dar andamento à investigação.

A comissão terá prazo regimental de 120 dias, contados a partir do início dos trabalhos, para conduzir as apurações. Embora a nota da Câmara preveja o início nesta quinta-feira, Demilson anunciou a primeira reunião para sexta-feira (23), quando deverão ser definidos os passos da investigação.

O vereador adiantou que pretende começar pela análise de documentos e, na sequência, ouvir os envolvidos nas aquisições. Entre os pontos que pretende esclarecer estão suspeitas de superfaturamento e de compras indevidas.

“Buscar todas aquelas situações que, inclusive, vocês da imprensa noticiaram”, afirmou, ao ser questionado sobre o foco da CPI.

O valor de até R$ 80 milhões foi informado pela Câmara como possível déficit a ser investigado. A existência de prejuízo, sua dimensão e eventuais responsabilidades ainda serão apuradas.

Na nota, Paula Calil afirmou que a comissão deverá contribuir para esclarecer os fatos, apurar eventuais irregularidades e apresentar respostas à população cuiabana.

(Leiagora)

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