Após Operação Fugazi, Assembleia pressiona por avanço na CPI dos Consignados

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Fugazi, que apura suspeita de fraude em operações de crédito consignado envolvendo a empresa Capital Consig. A investigação apura possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e lavagem de dinheiro.
Segundo a PF, a empresa comercializava cartões de crédito consignado que, na prática, funcionavam como empréstimos com juros altos e mecanismos que impediam a redução do saldo devedor. O resultado, aponta a apuração, era o endividamento crescente e sem previsão de fim para parte dos clientes.
A Capital Consig já era alvo de denúncias de servidores públicos e sindicatos desde 2025. Uma das parlamentares que cobrou providências na Assembleia Legislativa foi a deputada estadual Janaina Riva (MDB), pré-candidata a senadora, que recebeu relatos de descontos considerados irregulares na folha de pagamento e passou a questionar publicamente a forma como os contratos eram firmados.
“É importante essa participação da Polícia Federal para que a gente possa esclarecer isso o quanto antes, separar os bancos bons dos bancos ruins. Existem instituições sérias, mas também existem aquelas que agiram de má-fé, cometeram crimes contra os servidores e precisam ser punidas”, disse a deputada.

Para Janaina Riva, a investigação criminal não encerra o problema. “O dano já foi causado para milhares de servidores. Nós já recebemos dezenas de pedidos de análise e muitos deles comprovaram a existência de fraude. Quem roubou dinheiro do servidor precisa devolver cada centavo que tirou dessas famílias”, afirmou.
A deputada reforçou o acompanhamento do caso desde o início: “Precisamos encontrar os culpados e ressarcir os prejudicados. Desde 2025, venho enfrentando o escândalo dos consignados ao lado dos servidores: cobrei transparência, ajudei a aprovar a suspensão dos descontos suspeitos, assinei e defendi os pedidos de CPI e pedi a entrada da Polícia Federal na investigação. Agora, com a PF seguindo o caminho do dinheiro, bloqueando bens e buscando identificar os responsáveis, temos um passo importante, mas ainda falta chegar à verdade inteira. Vou continuar lutando pela instalação da CPI, pelo cancelamento dos contratos ilegais e pelo ressarcimento de cada servidor prejudicado”, declarou.






