Abilio recua de licença e diz que ainda avalia se deixará Prefeitura para acompanhar Samantha

Abilio recua de licença e diz que ainda avalia se deixará Prefeitura para acompanhar Samantha
HNT

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) afirmou que ainda não decidiu se irá se licenciar do Executivo municipal para atuar na campanha de sua esposa, Samantha Iris (PL), candidata a deputada estadual. O posicionamento sinaliza uma reavaliação em relação ao anúncio anterior, no qual o gestor havia confirmado um afastamento de 15 dias durante o mês de setembro, período em que a vice-prefeita Vânia Rosa (MDB) assumiria o comando do Palácio Alencastro.

Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13), Brunini ressaltou que, embora mantenha o desejo de colaborar com o projeto eleitoral da esposa, o martelo ainda não foi batido devido às demandas administrativas da capital.

“Eu preciso ajudar ela. Então, assim, eu ainda não tomei essa decisão. Quando eu vou, qual hora, qual dia, eu ainda não tomei essa decisão. Estou avaliando, estou vendo como estão as questões que a gente precisa resolver”, explicou o prefeito.

A indefinição está diretamente ligada à necessidade de consolidar mudanças recentes no primeiro escalão do governo, como a nomeação do engenheiro civil Edson Brasil para a Secretaria de Infraestrutura e Obras, em substituição a Reginaldo Alves Teixeira, que foi efetivado na Pasta de Educação.

Sobre a relação entre os ajustes na equipe e sua possível saída temporária, Abilio destacou a importância de garantir a continuidade dos serviços públicos antes de qualquer movimento político.

“Acabamos de fazer uma troca do secretário de Obras agora, nomeamos o secretário Edson Brasil. Temos feito algumas mudanças na gestão. Eu tenho que dar uma estabilizada nessa questão para que a gente possa tomar qualquer decisão sobre sair ou não sair”, afirmou Brunini.

Anteriormente, o prefeito havia defendido que a licença seria o caminho mais “prudente” para que ele pudesse percorrer cidades do interior sem comprometer o rito institucional da prefeitura. O gestor reforçou que a decisão final será pautada pela capacidade da gestão em seguir operando sem sobressaltos durante sua ausência.

“Já deixei avisado que existe uma intenção. Se eu conseguir, provavelmente eu saio. Caso eu não consiga, eu mantenho a gestão”, concluiu.

Até o momento, o plano de Brunini previa que Vânia Rosa assumisse a chefia do Executivo, descartando especulações sobre a ascensão da presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), ao cargo.

(HNT)

Astrogildo Aécio Nunes

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