Pivetta descarta ‘articulação’ para buscar votos de Natasha em eventual 2° turno: ‘Vou conversar com a população’

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que, em um eventual segundo turno contra Wellington Fagundes (PL), não pretende fazer “articulações” para conquistar o eleitorado que votar em Natasha Slhessarenko (PSD) na primeira etapa da eleição. Segundo ele, a estratégia será buscar diretamente os eleitores, inclusive aqueles identificados com a esquerda e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Pivetta falou sobre o cenário ao deixar o debate da TV Centro América (TVCA), na noite desta terça-feira (29). A possibilidade de um segundo turno ganhou espaço na reta final da campanha diante da divisão das intenções de voto entre os principais candidatos. Na última Quaest, Pivetta aparecia com 29%, Wellington com 27% e Natasha com 11% no primeiro turno.
O governador foi questionado especificamente sobre como buscaria, em uma eventual disputa direta com Wellington, os votos de eleitores de Natasha, dos servidores públicos e de quem se identifica com Lula, alvo frequente de críticas do republicano. Pivetta respondeu que não pretende negociar apoios e rejeitou o termo “articulação”.
“Eu não vou articular. Eu vou conversar com a população. É o que eu e a Gisela estamos fazendo. Conversando com os eleitores, com as eleitoras, com o povo de Mato Grosso. Eu não gosto de articulação. Eu não gosto de negócios. Nós não fazemos isso. Nós abominamos isso”, declarou.
O eleitorado de Natasha pode se tornar relevante caso a eleição avance para uma segunda rodada. Levantamento AtlasIntel divulgado em setembro mostrou que a candidata do PSD concentrava 67% das intenções de voto entre os entrevistados que declararam ter votado em Lula no segundo turno presidencial de 2022. Nesse mesmo segmento, Wellington registrava 15,7% e Pivetta, 11%. Os números, porém, retratam a preferência no primeiro turno e não permitem concluir automaticamente como esses votos migrariam em um eventual segundo turno.
Pivetta afirmou que pretende manter a mesma postura adotada na primeira etapa da campanha e disse que sua eventual composição de governo será baseada em critérios técnicos.
“Nossa equipe vai ser uma equipe técnica. Nós vamos governar Mato Grosso para todos os mato-grossenses. Então, se tiver segundo turno, nós vamos enfrentar com serenidade, com a mesma disposição que nós caminhamos nesse primeiro turno. E vamos encontrar com a população, que é o nosso público, com quem nós temos que falar”, afirmou.
As pesquisas mais recentes apresentam resultados diferentes para um eventual confronto entre Pivetta e Wellington. A Quaest divulgada no dia 25 apontou Wellington com 41% e Pivetta com 36%, enquanto outros institutos registraram cenários distintos. Na própria Quaest, a distância entre os dois caiu de nove para cinco pontos percentuais entre agosto e setembro.
Michelle cita vice, mas não Wellington
Pivetta também foi questionado sobre a movimentação no campo bolsonarista. Um vídeo divulgado por Wellington nas próprias redes sociais mostra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao lado de Reinaldo Morais, o Rei do Porco (Novo), candidato a vice na chapa do senador. Na gravação, ela pede voto para Reinaldo, mas não menciona nominalmente Wellington.
O episódio chama atenção porque Pivetta e Wellington disputam o eleitorado identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na Quaest, os dois registraram 31% no primeiro turno entre os entrevistados que se declararam bolsonaristas. Em uma simulação de segundo turno restrita aos dois, Wellington tinha 51% nesse segmento e Pivetta, 33%. A margem de erro específica do recorte era de sete pontos percentuais.
Pivetta evitou explorar a ausência do nome do adversário na gravação de Michelle e classificou o episódio como normal.
“Eu acho normal. Eu acho normal, né? O importante é que meu número é 10, eu e a Gisela somos 10, e nós vamos pedir voto até domingo para o 10”, respondeu.
O governador encerrou afirmando que acredita na vitória, seja no primeiro ou no segundo turno. “Nós vamos ganhar a eleição. Se não for no primeiro, vai ser no segundo turno. Aí é o povo que decide”, declarou.
(Olhar Direto)






