A saúde mental de policiais militares em MT

PATRÍCIA ÉRICA BARBOSA
Otrabalho do policial pode implicar no aparecimento de transtornos ansiedade. Podendo ter impactos significativos na saúde do policial, afetando sua qualidade de vida e as relações sociais, podendo ainda prejudicar o desempenho quanto às suas atribuições e atuações de serviço e colocar em risco sua vida e a de terceiros. As situações adversas do trabalho policial fazem com que estes profissionais componham um dos grupos que mais sofram com estresse, ansiedade e depressão
O policial militar trabalha normalmente, isolado, por isso depende muito da solidariedade de seus pares e dos cidadãos comuns. A ação da PM é regida pelos Códigos e Leis Civis, além dos Códigos e Regulamentos Militares e Policiais Militares. A imagem universal dos policiais fardados deve ser a de defensores da cidadania.
“Quando falamos acerca da saúde mental dos policiais, relaciona-se com à carga psicológica diária enfrentada nas rotinas de controle e contenção da violência, repercutindo na qualidade dos vínculos profissionais, na percepção de risco, na saúde e na família”
No Brasil, o número de policiais que tira a própria vida é maior que o dos que morrem em serviço. Os transtornos mentais são a principal causa de incapacidade, causando um em cada seis anos vividos com incapacidade. Pessoas com condições graves de saúde mental morrem em média 10 a 20 anos mais cedo do que a população em geral, principalmente devido a doenças físicas evitáveis.
O profissionalismo policial se caracteriza pelas respostas rápidas aos crimes sérios. A função do comando é prover os regulamentos e as determinações que devam ser cumpridas pelos policiais; as informações mais importantes são aquelas relacionadas a certos crimes em particular. Os policiais, de maneira geral, costumam apresentar perfil profissiográfico para o exercício da função e, também, se capacitam durante a formação, porém isso não elimina o adoecimento pela constante exposição à violência, aos confrontos armados e o temor da morte. Entender a compreensão desses profissionais sobre o suicídio serve para que sejam pensadas capacitações para “habilitar os profissionais a refletir e a aprender em relação às complexidades da saúde mental e às implicações das diferentes formas de atuação na prestação de atendimento às vítimas de tentativa de autoextermínio.
Quando falamos acerca da saúde mental dos policiais, relaciona-se com à carga psicológica diária enfrentada nas rotinas de controle e contenção da violência, repercutindo na qualidade dos vínculos profissionais, na percepção de risco, na saúde e na família. Ressalta-se que o Brasil está desde 2017, sem um Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio, o que contraria as melhores práticas indicadas pelo Atlas da Saúde Mental 2020, esse plano foi elaborado para que haja uma estratégia de abordagem comunicacional adequada junto aos programas de informação e orientação comprometido com a saúde mental dos policiais.
Ser policial é lidar com riscos, adversidades, pressões, desvalorização, descrédito e outros fatores que podem contribuir para o adoecimento físico e mental. E nesse cenário de saúde mental no meio policial há necessidade de constante treinamentos e aperfeiçoamento para possibilitar maior valorização profissional, aumentando os aspectos motivacionais e trazendo maior desempenho no trabalho, para assim cumprir as metas institucionais.
Patrícia Érica Leite Rodes Barbosa é policial militar há 22 anos é palestrante e graduada pela UFMT em Saúde Coletiva e possui vários treinamentos na área de prática policial
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