Delegado Fred Murta apaga pichação do Comando Vermelho em escola de Cuiabá

O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso Fred Murta (Podemos), pré-candidato a deputado federal, removeu pichações com referências à facção criminosa Comando Vermelho (CV) nos muros da Escola Municipal Professor Francisval de Brito, no bairro Coophamil, em Cuiabá. A ação foi postada nas redes sociais nesta quarta-feira (22).
Murta foi titular da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil, e se destaca na luta pela classificação das facções como grupos terroristas. No vídeo, o delegado afirmou que a sociedade não pode normalizar símbolos e mensagens associadas a organizações criminosas, principalmente em locais destinados à educação.
“Um prédio público, um local de educação, servindo de outdoor para a facção criminosa. Esse tipo de coisa a gente não pode aceitar”, declarou.
Segundo o delegado, as pichações funcionam como instrumentos de intimidação para moradores, estudantes e familiares. Além disso, elas reforçam a sensação de domínio territorial exercida pelo crime organizado em determinadas regiões.
Para Murta, a presença dessas mensagens em escolas e outros prédios públicos transmite uma falsa percepção de poder das facções e afeta diretamente a sensação de segurança da população.
“O crime organizado não tem que ter espaço. Quem manda é o Estado”, afirmou.

Murta defende ações permanentes para reduzir a influência das facções em áreas urbanas. Nesse sentido, ele considera a remoção rápida das pichações uma medida simbólica, porém necessária, para impedir que organizações criminosas utilizem espaços públicos como ferramenta de propaganda.
“Pichou, tem que passar por cima. Voltou e pichou de novo, pinta e passa por cima outra vez. Isso não resolve o problema sozinho, mas é um começo”, disse.
Debate sobre segurança pública e crime organizado
No ano passado, Murta participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o avanço das facções criminosas no país. De acordo com o delegado, diversas organizações criminosas brasileiras utilizam estratégias de intimidação e controle territorial semelhantes às empregadas por grupos classificados como terroristas em outros países.
Segundo ele, esses grupos ampliaram seus fluxos financeiros, fortaleceram conexões interestaduais e passaram a atuar de forma integrada em várias regiões do país.
Para o delegado, o enfrentamento ao crime organizado exige inteligência, cooperação entre instituições e políticas públicas permanentes. Dessa forma, o Estado consegue responder com mais eficiência às novas estruturas adotadas pelas facções criminosas.






