VÍDEO: Dirigente partidária e filha são perseguidas por 30 quadras e ameaçadas de morte em MT

A presidente do diretório municipal do partido Novo em Rondonópolis (cerca de 215 km de Cuiabá), a empresária Raquel Mattei, de 51 anos, foi vítima de uma perseguição de carro que se estendeu por cerca de 30 quadras na noite desta quarta-feira (3). Em entrevista ao HNT, Raquel afirma que o incidente foi motivado por intolerância política, devido a um adesivo de um pré-candidato colado na traseira do veículo. O episódio envolveu manobras perigosas, agressões verbais, ameaças de morte em plena via pública e foi registrado em vídeo pela filha da vítima, que a acompanhava no momento do ocorrido.
De acordo com o relato, a perseguição teve início por volta das 21h07 na Avenida Lions Internacional, especificamente em frente ao cemitério da Vila Aurora. Raquel retornava de um jantar com sua filha mais nova, quando percebeu uma caminhonete gesticulando e buzinando de forma agressiva ao seu lado. Ao baixar o vidro por acreditar tratar-se de um alerta sobre algum problema mecânico no carro, a empresária foi surpreendida por uma série de insultos.
A perseguição durou aproximadamente quatro quilômetros. Durante o trajeto, o condutor da caminhonete teria tentado colidir propositalmente contra o veículo de Raquel diversas vezes e chegou a golpear o carro da empresária com um objeto. Ao HNT, Mattei detalhou o comportamento agressivo do suspeito.
“Ele não falava alguma coisa, ele só urrava, gritava e xingava, então não existia um diálogo”, contou.
A fúria do agressor teria se acentuado ao notar um adesivo do pré-candidato a deputado federal Vinícius Santana (Novo) no porta-malas do carro da vítima. Segundo Raquel, o homem gritava ofensas direcionadas ao pré-candidato e utilizava palavras de baixo calão contra ela, chamando-a de “piranha” e “biscate”.
“Simplesmente foi por intolerância a um adesivo no meu carro. Ele me xingou, ele me humilhou, ele fez tudo isso por intolerância política”, desabafou a empresária.
Ela relatou ainda que a velocidade da via, limitada a 40 km/h devido à fiscalização eletrônica, impediu que ela fugisse rapidamente, prolongando a exposição ao ataque.
A perseguição só terminou quando a vítima chegou à portaria do condomínio onde reside. Na entrada, o suspeito teria continuado as agressões e proferido ameaças diretas, afirmando saber onde a empresária morava e que iria persegui-la até o fim. O homem foi identificado posteriormente como o empresário Carlos Eduardo Caleman, proprietário de uma loja de chocolates no shopping de Rondonópolis.
Segundo a vítima, durante a pandemia, ela chegou a ajudar a família do agressor. À época, conforme Raquel, ela cedeu espaço na sua própria loja, sem nenhuma cobrança de taxas, para que a esposa de Carlos Eduardo, Andreia, pudesse vender chocolates.
Após o incidente desta quarta-feira, Andréia teria enviado mensagens pedindo desculpas e solicitando que Raquel não tomasse medidas legais, alegando que a ocorrência traria prejuízos à família.
No entanto, diante da gravidade, Raquel Mattei formalizou um Boletim de Ocorrência pelas naturezas de ameaça e injúria. Além dos vídeos capturados pela filha durante o percurso e na portaria do condomínio, a defesa da vítima solicitou oficialmente que a polícia requisite as imagens das câmeras de monitoramento público da prefeitura para comprovar toda a dinâmica da perseguição.
“Eu vou inclusive pedir para anexar isso ao meu processo, porque ali dá para ver toda a perseguição. É possível ver como ele agiu durante todo o caminho, que não foi um caminho curto”, afirmou Raquel. O caso foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Polícia de Rondonópolis para as devidas investigações.
OUTRO LADO
A reportagem procurou o empresário Carlos Eduardo Caleman e sua esposa, Andreia, para que pudessem apresentar sua versão dos fatos, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. O espaço segue aberto.
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