Lobo da tasmânia ancestral esmagava ossos das presas há 25 milhões de anos

Lobo da tasmânia ancestral esmagava ossos das presas há 25 milhões de anos
Reconstrução artística de lobo da tasmânia da espécie Badjcinus timfaulkneri predando um vombate — Foto: Peter Schouten

Pesquisadores da Austrália descobriram três novos ancestrais de uma espécie extinta, o lobo da tasmânia. Esses marsupiais habitavam a Nova Guiné, a Austrália e a Tasmânia há cerca de 25 milhões de anos, e um deles possuía uma mandíbula que o permitia esmagar os ossos de suas presas.

A descoberta foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology e corresponde aos membros mais antigos da família Thylacinidae já encontrados.

Do tamanho de um guaxinim, o Badjcinus timfaulkneri usava a mandíbula para para esmagar e comer ossos e dentes de suas presas. Já a espécie Ngamalacinus nigelmarveni, com metade do peso do primeiro, tinha lâminas nos dentes molares para perfurar e triturar a carne, o que sugere que a espécie era “altamente carnívora” quando comparada aos demais tilacinos.

A espécie mais próxima do tilacino moderno é provavelmente a menor encontrada, Nimbacinus peterbridgei, e teria caçado presas pequenas.

“Todas essas linhagens, com exceção de uma, a que deu origem ao tilacino [lobo da tasmânia] moderno, foram extintas há cerca de 8 milhões de anos”, disse Timothy Churchill, estudante de doutorado da Universidade de New South Wales e principal autor do estudo, em comunicado.

O lobo da tasmânia foi o último sobrevivente de sua linhagem, sendo encontrado na Tasmânia há cerca de 2 mil anos. Ele se assemelhava a um cachorro listrado e carregava seus filhotes em uma bolsa, assim como fazem os cangurus. Ele caçava cangurus, roedores e pequenos pássaros e foi extinto devido à caça humana e à perda de habitat.

No final do século 19 e início do 20, a ilha da Tasmânia passou a ser colonizada por europeus, que abateram milhares de animais ao creditarem a morte de galinhas e ovelhas a eles, de forma errônea. A última linhagem remanescente sobreviveu até o fim da década de 1930.

(Por Redação Galileu)

Astrogildo Aécio Nunes

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