Lobo da tasmânia ancestral esmagava ossos das presas há 25 milhões de anos

Pesquisadores da Austrália descobriram três novos ancestrais de uma espécie extinta, o lobo da tasmânia. Esses marsupiais habitavam a Nova Guiné, a Austrália e a Tasmânia há cerca de 25 milhões de anos, e um deles possuía uma mandíbula que o permitia esmagar os ossos de suas presas.
A descoberta foi publicada no Journal of Vertebrate Paleontology e corresponde aos membros mais antigos da família Thylacinidae já encontrados.
Do tamanho de um guaxinim, o Badjcinus timfaulkneri usava a mandíbula para para esmagar e comer ossos e dentes de suas presas. Já a espécie Ngamalacinus nigelmarveni, com metade do peso do primeiro, tinha lâminas nos dentes molares para perfurar e triturar a carne, o que sugere que a espécie era “altamente carnívora” quando comparada aos demais tilacinos.
A espécie mais próxima do tilacino moderno é provavelmente a menor encontrada, Nimbacinus peterbridgei, e teria caçado presas pequenas.
“Todas essas linhagens, com exceção de uma, a que deu origem ao tilacino [lobo da tasmânia] moderno, foram extintas há cerca de 8 milhões de anos”, disse Timothy Churchill, estudante de doutorado da Universidade de New South Wales e principal autor do estudo, em comunicado.
O lobo da tasmânia foi o último sobrevivente de sua linhagem, sendo encontrado na Tasmânia há cerca de 2 mil anos. Ele se assemelhava a um cachorro listrado e carregava seus filhotes em uma bolsa, assim como fazem os cangurus. Ele caçava cangurus, roedores e pequenos pássaros e foi extinto devido à caça humana e à perda de habitat.
No final do século 19 e início do 20, a ilha da Tasmânia passou a ser colonizada por europeus, que abateram milhares de animais ao creditarem a morte de galinhas e ovelhas a eles, de forma errônea. A última linhagem remanescente sobreviveu até o fim da década de 1930.
(Por Redação Galileu)






