Xadrez Político: PSDB inova nos bastidores, sela primeiro apoio a Pivetta e mantém vaga de vice em aberto para 2026

O tabuleiro eleitoral de Mato Grosso começa a ganhar contornos definitivos nos bastidores. O PSDB assegurou o posto de primeiro partido a oficializar o suporte político à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás para o pleito deste ano. A aliança estratégica será carimbada institucionalmente durante a convenção estadual da legenda, agendada para a próxima terça-feira (28), em Cuiabá.
A movimentação de bastidor revela que a cúpula tucana costurou os termos da adesão para integrar de forma sólida o polo governista majoritário, que já alinha forças entre Republicanos, União Progressista e Podemos. Contudo, a estratégia adotada pelo partido reflete um pragmatismo refinado para as próximas etapas da negociação.
O mistério da vaga de vice e o fator Senado
Apesar de fincar estaca no arco de alianças de Pivetta, os tucanos decidiram não preencher de imediato a vaga de vice-governador na chapa majoritária. Nos corredores da política estadual, a avaliação é de que manter essa cadeira em aberto funciona como um importante trunfo para atrair novas legendas ou acomodar exigências futuras nas conversas de última hora com os partidos aliados.
No flanco da disputa pelo Senado Federal, a articulação interna do PSDB também movimenta as conversas reservadas. A sigla trabalha com o propósito de lançar o pastor Sena como pré-candidato ao Senado. No entanto, o plano ainda esbarra em costuras delicadas: parte expressiva da militância e da liderança tucana já firmou compromissos políticos cruzados — incluindo apoios declarados à provável candidatura do ex-governador Mauro Mendes (União) ao parlamento federal.
Músculo proporcional: apostas nas chapas de deputados
Enquanto a engenharia da majoritária se ajeita, a direção do PSDB investe peso total na montagem de suas chapas proporcionais para garantir capilaridade regional em Mato Grosso.
Os bastidores confirmam que a legenda fechou uma nominata robusta:
Assembleia Legislativa: Chapa completa com 25 nomes (sendo 17 homens e 8 mulheres), reunindo uma mistura de três deputados de mandato, quatro prefeitos em segundo mandato e quatro ex-parlamentares que já passaram pela Casa de Leis.
Câmara dos Federais: 9 candidatos no total (6 homens e 3 mulheres), com forte representatividade espalhada estrategicamente por polos como o Araguaia, a região Norte, o Oeste, a Baixada Cuiabana e o Sul mato-grossense.
Com essa configuração, a leitura interna da cúpula partidária é clara: o partido aposta na força de sua capilaridade regional para ampliar a bancada de deputados estaduais e cravar pelo menos uma cadeira de peso na Câmara dos Deputados em Brasília, consolidando seu espaço no cenário político estadual.






