Wilson Santos cobra explicações da PM de Proteção Ambiental sobre operação contra catadores de iscas vivas

Wilson Santos cobra explicações da PM de Proteção Ambiental sobre operação contra catadores de iscas vivas
Assessoria

O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou o Requerimento n.° 426/2025 durante a sessão plenária desta quarta-feira (9), solicitando a presença do comandante do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA-MT), tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, para prestar esclarecimentos sobre os fundamentos jurídicos e técnicos da “Operação Isca Viva”, realizada em regiões ribeirinhas e comunidades pesqueiras tradicionais de Mato Grosso.

O parlamentar explica que a reivindicação surgiu em razão de denúncias recebidas de catadores de iscas vivas e proprietários de estabelecimentos comerciais que atuam na coleta e comercialização deste tipo de recurso pesqueiro. Também, acrescenta que eles alegam violações de direitos durante abordagens e apreensões promovidas durante a operação policial.

Segundo Wilson Santos, as recentes ações de fiscalização e repressão têm provocado grande repercussão social, econômica e jurídica. Ele destaca a necessidade de esclarecer os motivos que levaram à realização das operações, a proporcionalidade das medidas adotadas, a forma de abordagem dos agentes e os impactos diretos sobre a atividade econômica local.

“Há registros de apreensões, notificações e, até mesmo, sanções que, em alguns casos, carecem de transparência e respaldo técnico claro, segundo relatos recebidos por nosso gabinete. Diante disso, é fundamental que o comandante da Polícia Militar de Proteção Ambiental esclareça à Assembleia Legislativa quais foram os critérios normativos e científicos utilizados como base para as fiscalizações e ações repressivas. Também queremos compreender o nível de articulação entre os órgãos ambientais estaduais e as forças de segurança na execução dessas ações”, justificou o deputado.

Wilson ressaltou que é preciso estabelecer medidas que coíbam abusos ou violações de direitos durante abordagens e apreensões, reafirmando que a Assembleia Legislativa tem o dever de garantir que a legislação ambiental seja aplicada com equilíbrio, justiça e razoabilidade. Ele reforça que é preciso considerar os impactos sociais, econômicos e culturais sobre comunidades que há décadas sobrevivem da pesca e da comercialização de iscas vivas.

“Nossa solicitação visa garantir transparência, diálogo institucional e busca por soluções pacíficas que preservem o meio ambiente sem comprometer, de forma desproporcional, os modos de vida e a dignidade de trabalhadores vulneráveis. Os relatos de abordagens violentas, abusivas e desumanas são extremamente preocupantes. Ainda mais quando envolvem idosos com mais de 70 anos e pequenos comerciantes, tratados como criminosos, quando, na verdade, são pais e mães de família tentando garantir sua subsistência de forma digna”, concluiu o parlamentar.

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