Voto de MT é o 2º mais caro do Centro-Oeste

Mato Grosso tem a segunda eleição majoritária mais cara da Região Centro-Oeste, com o custo de R$ 11,1 por eleitor, chegando a quase o dobro de Mato Grosso do Sul. Juntos, os 16 candidatos ao governo e ao Senado arrecadaram mais de 29 milhões em um estado cujo eleitorado chega a 2,6 milhões. É preciso destacar, no entanto, que não há uma divisão igualitária entre os concorrentes, com os recursos recebidos concentrados em poucos candidatos. Os dados são do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral, cujos números são frequentemente atualizados.
Embora não concentre os maiores valores arrecadados em comparação às outras federações, Mato Grosso também não possui alta quantidade de eleitores aptos a votar no estado, razão pela qual o custo acaba aumentando. Em Goiás, por exemplo, há mais recursos recebidos, mas o dobro de eleitores, resultando em eleição mais barata do que a mato-grossense.
Com relação aos recursos dos candidatos do estado, nenhum deles superou o limite previsto para ambas as candidaturas majoritárias, que é de R$ 7,1 milhões para os que concorrem ao governo estadual, e R$ 3,8 milhões ao Senado. Dos seis que disputam o Paiaguás, os recursos recebidos se concentram em três candidaturas: o senador Wellington Fagundes (PL), o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e a médica Natasha Slhessarenko (PSD). Já no Senado, que chega a dez candidatos, os sete que predominam as arrecadações são a deputada estadual Janaina Riva (MDB), a exsenadora Margareth Buzetti (PP), o ex-governador Mauro Mendes (União), o deputado federal José Medeiros (PL), o senador Carlos Fávaro (PSD), o ex-governador Pedro Taques (PSB) e o produtor rural Antônio Galvan (Avante).
Entre as candidaturas ao governo, Wellington conta com R$ 6,5 milhões para sua campanha, maior valor até agora, e gastou quase o valor todo recebido, principalmente com impulsionamento de conteúdo nas redes, serviços advocatícios e comunicação e marketing. Já Pivetta tem aporte de R$ 5,4 milhões e ultrapassou esse valor em despesas, com foco em produção para propaganda eleitoral, serviços jurídicos e confecção de materiais.
impressos. No caso de Natasha, a médica recebeu R$ 4,5 milhões e gastou quase 80% do valor também na produção de programas eleitorais, em pesquisa e acompanhamento de opinião pública, comunicação e marketing, entre outros.
Na corrida ao senado, cuja distribuição de recursos é ligeiramente maior, tanto Janaina quanto Margareth despontam com arrecadações na casa dos R$ 3 milhões cada, faltando pouco para chegar ao limite estabelecido pela Justiça Eleitoral. Em seguida, vem Medeiros com R$ 2,4 milhões em recursos, e Mauro, com pouco mais de R$ 1 milhão. Os demais candidatos, Fávaro, Taques e Galvan, vão de 600 a 800 mil cada.
Com relação ao custo da eleição majoritária por eleitor, Mato Grosso só perde para o Distrito Federal que, além de ter dinheiro arrecadado, também possui quantidade menor de eleitores que o estado mato-grossense, chegando a um custo de R$ 15,5 reais por pessoa apta ao voto.
(Folha Max)






