Vídeo raro flagra “golfinhos panda” brincando na água; assista

O avistamento de baleias e golfinhos no mar pode ser uma experiência memorável para quem vivencia. Agora, quando o encontro envolve uma espécie raramente observada, o deslumbre é ainda maior. Foi o que ocorreu com um turista nas Ilhas Malvinas, que teve a sorte de capturar imagens impressionantes de “golfinhos panda”.
Filmado na costa da Ilha Saunders, o registro mostra a aparição de quatro indivíduos da espécie rara rodeando o local onde se encontrava Rich Brand, membro da equipe das excursões Albatros Expeditions e Polar Latitudes para a região polar.
No vídeo, os golfinhos se aproximam rapidamente do observador em águas rasas, aparentemente sem medo dos visitantes. Confira abaixo:
“Peguei meu celular para fotografá-los assim que os vi se aproximando de mim. Eles são tão curiosos e brincalhões! É sempre um prazer observar a vida selvagem na natureza, afirma Brand em entrevista ao site SWNS.
Pequenas e animadas criaturas do mar
Os “golfinhos panda” (Cephalorhynchus commersonii commersonii), ou golfinhos-de-commerson, são um dos menores cetáceos do mundo e chamam a atenção por seus torsos listrados em preto e branco, que lhe dão o carinhoso apelido. Eles chegam a medir, em média, 1,5 metro e podem ser encontrados nas águas frias do sul da América do Sul – ao redor da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas.
Uma variante de subespécie (Cephalorhynchus commersonii kerguelenensis) também pode ser encontrada na costa das Ilhas Kerguelen, no sul do Oceano Índico. A razão para populações de espécies parentes se encontrarem tão distantes no globo ainda é um mistério.
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A dificuldade dos “golfinhos panda” serem vistos está associada tanto ao habitat de águas frias em que eles vivem quanto ao comportamento da espécie, que nadam de forma rápida e ágil – até mesmo de cabeça para baixo, quando estão caçando e precisam de uma melhor visualização de suas presas.
“Os golfinhos-de-commerson costumam caçar à noite. Eles usam a ecolocalização para localizar suas presas, às vezes nadando de cabeça para baixo para melhor rastreamento visual. Caçando em grupo, eles encurralam os peixes, facilitando a captura”, afirma o site Oceanwide.
Apesar de estarem na categoria de “pouco preocupante” da lista vermelha de preservação de espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), esses animais – de comportamento curioso e amigável – costumam ser capturados acidentalmente em redes de pesca.
(Por Fernanda Zibordi)






