Vídeo | Desembargadora relata violência de gênero e prevê queda nos feminicídios em futuro próximo

Durante o 1º Encontro Estadual da Procuradoria Especial da Mulher, realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a magistrada relatou ter enfrentado episódios de violência de gênero e ressaltou que esse problema ainda é cultural e só será solucionado por meio da educação.
“Que mulher que não sofre? Infelizmente, a violência contra a mulher é cultural. E em todos os espaços onde nós estamos ainda existem aqueles que não evoluíram para entender que nós somos iguais”, afirmou.
Atualmente, o Tribunal conta com 38 desembargadores, dos quais apenas 12 são mulheres. Na Assembleia Legislativa, há somente uma deputada eleita, Janaina Riva (MDB). No Executivo e também no Legislativo Municipal, a predominância masculina segue a regra.
A magistrada destacou que o Judiciário tem buscado promover equidade de gênero com ações de orientação e palestras em escolas e outras instituições.
Sobre os desafios da segurança pública diante da violência contra a mulher e do aumento nos casos de feminicídio, Erotides se mostrou otimista em relação a medidas que, segundo ela, devem reduzir significativamente esses crimes.
Ao ser questionada sobre os caminhos para reduzir os assassinatos brutais, que já vitimaram mais de 35 mulheres neste ano e mantêm Mato Grosso, pelo segundo ano consecutivo, como o Estado que mais mata mulheres, respondeu que “estamos muito próximos disso”.
“Só falta trilhar corretamente. As procuradorias, eu vejo como essa procuradoria da Assembleia Legislativa, é para mim um ganho enorme. […] Agora nós vamos capacitar porque as procuradorias, elas fiscalizam as políticas públicas, elas sugerem, recebem as denúncias e a gente precisa fortalecer para que, uma vez instaladas, elas possam atuar com firmeza, com rapidez e com segurança”.
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