União Progressista deve eleger 2 deputados federais; veja favoritos

A União Progressista entra na disputa com projeção central de aproximadamente 250 mil votos nominais, acima do quociente eleitoral de 235 mil adotado como referência. Fábio Garcia (União) parte como favorito à primeira cadeira, enquanto Nilson Leitão (PP) e Virginia Mendes (União) podem definir se a federação transforma a vantagem inicial em uma segunda vaga nas sobras.
A faixa considerada esperadal vai de 230 mil a 280 mil votos, uma das mais abertas entre as principais nominatas. A incerteza está especialmente em Nilson, que volta à disputa federal depois de anos fora da Câmara, e Virginia, candidata pela primeira vez.
A chapa reúne Eduardo Sanchez, Fábio Garcia, Sandy de Paula e Virginia Mendes, pelo União Brasil, além de Luciene Kayabi, Magaly, Nilson Leitão, Paulo José e Victório Galli, pelo PP.
Fábio larga na frente
Fábio Garcia é o nome mais consolidado da chapa. Recebeu 98.704 votos em 2022 e também já havia ultrapassado a marca dos 100 mil em eleição anterior.
A diferença para quatro anos atrás está no caminho percorrido durante o mandato. Fábio passou boa parte do período à frente da Casa Civil de Mauro Mendes, posição que ampliou o contato com prefeitos e lideranças municipais, mas também interrompeu parte da construção tradicional de uma campanha de reeleição.
Ele chegou a ser colocado na chapa majoritária como candidato a vice de Otaviano Pivetta antes de retornar à disputa federal e reassumir o mandato na Câmara. Mesmo com essa mudança de rota, parte com votação histórica, mandato e estrutura estadual. Se a União Progressista conquistar apenas uma cadeira, Fábio aparece como favorito para ocupá-la.
Nilson e Virginia definem o teto
Nilson Leitão e Virginia Mendes formam o bloco que mais pode alterar o tamanho da votação da nominata.
Nilson já demonstrou capacidade de produzir votação estadual. Foi eleito federal em 2010 e recebeu 127.749 votos em 2014, mas está há oito anos fora da Câmara e precisa mostrar quanto dessa estrutura permanece ativa.
Sua principal força política continua ligada a Sinop, ao Nortão e ao agronegócio, justamente uma das regiões mais congestionadas desta eleição. Juarez Costa, Acácio Ambrosini, Neri Geller e outros nomes também disputam espaço no setor produtivo e no Norte do Estado.
Virginia parte do extremo oposto: tem exposição estadual, mas nenhum resultado eleitoral anterior.
Depois de oito anos como primeira-dama no governo Mauro Mendes, construiu presença pública principalmente por meio das ações sociais e das redes. A campanha também pode caminhar diretamente ligada à candidatura de Mauro ao Senado, aproveitando uma estrutura política presente em praticamente todo o Estado.
A questão é quanto dessa exposição será convertida em voto nominal.
É justamente a combinação dos dois que amplia a faixa de projeção. Se Nilson recuperar parte relevante de sua antiga capacidade eleitoral e Virginia transformar exposição em votos, a chapa pode avançar para perto do teto de 280 mil. Se os dois performarem abaixo desse cenário, a nominata tende a permanecer mais próxima do quociente.
Corpo da chapa
Victório Galli, Sandy de Paula, Paulo José e Eduardo Sanchez formam o corpo da nominata e têm a função de transformar a força dos três principais nomes em volume partidário.
Victório carrega recall estadual e já foi deputado federal, mas vem de 15.570 votos em 2022. Sua tentativa de recuperação passa pelo eleitorado evangélico e conservador, hoje dividido entre várias chapas.
Sandy oferece uma base no Vale do Arinos. Vereadora de Juara, disputou a Assembleia em 2022, recebeu 9.041 votos e posteriormente chegou a assumir mandato estadual.
Paulo José entra com exposição recente em Rondonópolis após disputar a Prefeitura em 2024. O desafio é converter uma votação majoritária municipal em apoio para federal numa cidade que terá vários candidatos com bases próprias.
Eduardo Sanchez parte de Tangará da Serra, onde foi eleito vice-prefeito, e tenta transformar a estrutura municipal em presença pelo Médio-Norte.
Luciene Kayabi e Magaly completam a nominata e ampliam a distribuição territorial da chapa. Magaly parte de Cáceres, enquanto Luciene entra sem uma votação anterior que permita comparação direta.
O grupo não precisa produzir outro grande puxador. Precisa entregar votos suficientes para impedir que a nominata fique excessivamente dependente de Fábio, Nilson e Virginia.
(Olhar Direto)






