Suspeito de mandar matar Renato Nery debocha ao ser preso: ‘isso não vai dar em nada’

Suspeito de mandar matar Renato Nery debocha ao ser preso: ‘isso não vai dar em nada’
Foto: Reprodução/ Montagem: Leiagora

Preso como um dos mandantes do assassinato do advogado Renato Nery, em Cuiabá, o empresário Cesar Jorge Sechi debochou da situação ao chegar à delegacia, na sexta-feria (9), afirmando com ironia que “isso não vai dar em nada” e que “não tem nada a ver com o crime”. Ele e a também empresária Julinere Goulart Basto, sua esposa, foram presos em Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá), em um condomínio de luxo.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o comportamento de Cézar não interfere no andamento técnico do inquérito.

“Não trabalho com sugestões, trabalho de forma técnica. Esse é o comportamento dele, mas o que nos importa são os elementos que constam nos autos”, afirmou.

O delegado ainda destacou que a decisão de manter o casal preso segue o princípio da isonomia processual. “Assim como policiais militares e outras pessoas envolvidas foram presos, entendemos que ele também deve permanecer preso para garantir a igualdade no tratamento probatório”, explicou.

Sobre os depoimentos, o delegado informou que o empresário optou por permanecer em silêncio. Quanto à Julinere, por sua vez, disse que vai prestar depoimento nesta terça-feira. “Após a oitiva, vamos avaliar se será necessário adotar outras medidas no curso do inquérito”, completou.

Outros envolvidos

Também na última sexta, a Polícia Civil indiciou o policial militar Heron Teixeira Pena Vieira e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva pelo homicídio triplamente qualificado do advogado Renato Nery, aos 72 anos de idade, ocorrido em julho de 2024. Eles foram apontados como autores diretos do crime. O policial militar atuou como intermediário, conseguindo a arma do crime e repassando-a ao caseiro, que efetuou os disparos.

Eles já se encontram presos preventivamente desde março, ocasião em que outros quatro policiais militares foram detidos no âmbito da segunda fase da ‘Operação Office Crimes – A Outra Face’. Trata-se dos PMs Jorge Rodrigo, Wekcerlly Benevides de Oliveira, o cabo Wailson Alessandro Medeiros Ramos e o 3º Sargento Leandro Cardoso.

(Leiagora)

Astrogildo Aécio Nunes

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