Sindicato aciona MPE para investigar superfaturamento na Empaer

O Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp-MT) apresentou um pedido de investigação junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), para que sejam apurados os gastos feitos pelo presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Evangelista Fernandes, em um evento promovido pela autarquia, que custou R$ 500 mil. A entidade, no documento assinado por seu presidente, Gilmar Brunetto, solicita providências para apurar “sinais nebulosos” na aplicação dos recursos públicos da autarquia e da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) no evento Integraf, realizado em dezembro de 2024.
O sindicato aponta que a grande maioria dos empregados da Empaer trabalha com o mínimo de condições estruturais e que a saúde física e emocional dos funcionários acaba sendo impactada. Mesmo assim, a autarquia, juntamente com a Seaf, promoveu o Integraf, entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2024, evento que custou R$ 500 mil aos cofres públicos.
“Tal gasto destoa de forma negativa o uso do recurso público, pois a sociedade espera e cobra dos gestores a aplicação responsável, transparente e correta, e que otimize a economicidade. Nos tempos atuais temos ferramentas metodológicas, como reunião, audiências, lives, teleconsultas, entre outros, a
Empaer pagou R$ 210 mil em diárias, R$ 46 mil em coffee break para 400 pessoas em dois dias, R$ 237 mil com estrutura física (salas, som, iluminação etc.) conforme documento enviado a Assembleia Legislativa”, diz trecho da petição.
Segundo a entidade, o valor poderia ser aplicado na reforma e estruturação de alguns escritórios da Empaer e, com isso, melhorar os locais insalubres e inadequados de algumas unidades da empresa. O sindicato também aponta indícios de corrupção, ao comparar o Integraf 2024 com um evento promovido pelo próprio Sinterp, que gastou R$ 146 mil em valores atualizados para um seminário de 50 anos, com a participação de 500 pessoas, custeando hospedagem, alimentação, coffee-break, auditório, salas de apoio e jantar de confraternização.
“Esse valor bem menor do Sinterp, comparado com os gastos do evento Integraf, retrata a irresponsabilidade e a imoralidade na gestão na aplicação do recurso público do presidente da Empaer. Destacamos o valor da nota fiscal no valor de R$ 237.699,10 que foram pagos somente no auditório. Ante o exposto, o Sinterp, entendendo que da situação fática narrada pode subsumir ato de improbidade, provocamos e requeremos a ação urgentíssima, pleiteamos a instauração de procedimento administrativo, a fim de que a as provas sejam acolhidas, e caso possível seja remetido recomendação para que este possa então tomar a medida cabível”, finaliza a petição.
(Folha Max)






