Sindepojuc/MT mantém posição firme e destaca avanço mínimo na aprovação da RGA, luta segue pelo pagamento das RGAs de anos anteriores

A atuação firme do Sindicato dos Escrivães da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (Sindepojuc/MT), integrante do movimento sindical unificado liderado pela Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FEESP), foi decisiva na mobilização que resultou na aprovação da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, nesta quarta-feira (21), pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O projeto aprovado assegura reajuste de 5,40%, índice superior à inflação do período, representando um avanço mínimo diante das perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos.
Desde o início das discussões, o Sindepojuc/MT manteve posicionamento claro e firme em defesa de uma correção justa dos salários, somando forças à mobilização unificada das entidades sindicais e participando ativamente das ações realizadas. A diretoria executiva do sindicato esteve presente nas manifestações, reforçando a cobrança por um índice que atendesse, ao menos parcialmente, às expectativas do funcionalismo público estadual.
À frente desse processo, a presidente do Sindepojuc/MT, Cecília Monge, acompanhou de perto as articulações políticas e ressaltou que o percentual aprovado está longe de representar uma recomposição adequada.
“O percentual ficou muito aquém do que os servidores precisam e merecem. É pouco, mas, diante da nossa mobilização e do apoio que recebemos da Assembleia Legislativa, representa um mínimo avanço. O governo, ao longo desse período, nunca nos deu nada espontaneamente. Esse resultado só aconteceu porque houve mobilização. Se tivéssemos ficado de braços cruzados, o índice teria permanecido em 4,26%. A luta não vai parar. Vamos continuar mobilizados, a união dos servidores públicos faz diferença”, afirmou Cecília Monge.
A aprovação da RGA é resultado direto da mobilização unificada das entidades sindicais, coordenada pela FESSP/MT, sob a liderança da presidente Carmen Machado. A atuação conjunta garantiu diálogo institucional, presença constante na ALMT e pressão política para alterar o índice inicialmente proposto pelo Poder Executivo.
O Projeto de Lei nº 21/2026, de autoria do Executivo estadual, previa originalmente reajuste de 4,26%, calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/2025). Após a mobilização dos servidores e a articulação da Assembleia Legislativa junto ao governo do Estado, o índice foi ampliado para 5,40%, e deverá ser incorporado à folha salarial referente ao mês de janeiro.
Servidores de diversas carreiras acompanharam a votação diretamente das galerias do Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour. Para a presidente da FESSP/MT, Carmen Machado, o índice aprovado representa um avanço pontual, mas ainda insuficiente para reparar o passivo acumulado de perdas salariais dos servidores públicos estaduais.
“RGA não é aumento, é um direito constitucional que garante a recomposição das perdas salariais. Apesar desse avanço, os servidores acumulam um passivo de quase 19,52%. A luta não terminou. Agora vamos nos reorganizar para definir estratégias capazes de enfrentar essa dívida histórica, incluindo o pagamento das RGAs de anos anteriores, e continuar pressionando pelo reconhecimento e respeito aos direitos do funcionalismo público”, afirmou Carmen Machado.
VOTAÇÃO – Por unanimidade, os deputados estaduais aprovaram, em sessões extraordinárias realizadas nesta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 21/2026, que dispõe sobre a concessão da Revisão Geral Anual dos subsídios dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso para o ano de 2026.
O Sindepojuc/MT reforça que seguirá atuando de forma firme, responsável e permanente, ao lado da FEESP e das demais entidades representativas, pelo pagamento das RGAs de anos anteriores, como forma de garantir a recomposição integral das perdas salariais acumuladas.
Para o presidente da ALMT, Max Russi (PSB), o esforço concentrado teve resultado positivo. “ Com a conquista de hoje me leva a parabenizar a oposição e a base governista, pois todos se uniram e se empenharam para que conseguíssemos um avanço além dos 4,26%. Não avançamos em tudo o que queríamos, mas foi o possível neste momento. Agora, o reajuste será implantado em janeiro para todos os servidores. Também já vamos implantar para os servidores da Assembleia Legislativa”, afirmou Russi.
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