Secretária garante VG no Consórcio de Saúde e revela economia de até 30% na compra de medicamentos

A secretária de Saúde de Várzea Grande, Deise Bocalon, afirmou que o município não tem planos de deixar o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cirsvac). Segundo ela, o consórcio continua sendo vantajoso para a cidade, que consegue adquirir medicamentos com preços até 30% mais baixos.
O posicionamento é contrário ao adotado pela gestão do prefeito Abilio Brunini (PL), em Cuiabá, que já disse em diversas ocasiões que vai formalizar a saída do município do consórcio por supostas irregularidades em contratos de aquisição de produtos.
Questionada sobre as alegações de Abilio, Deise preferiu não comentar o posicionamento do prefeito. Ela disse que, até o momento, não foram identificadas irregularidades por parte de Várzea Grande.
“Eu não posso fazer avaliação do que é pensamento do prefeito Abílio. Ele tem seus próprios posicionamentos. A gente tem acompanhado e não tem visto irregularidades e, por isso, continuamos no consórcio”, afirmou em entrevista.
A secretária ressaltou que a participação no consórcio não é obrigatória, e as compras são realizadas apenas quando os preços são mais vantajosos para a administração municipal. Deise revelou que Cuiabá, embora ainda não tenha formalizado sua saída, não realiza compras pelo consórcio desde março.
“A gente tem uma queda de 30% nos valores das medicações. Cuiabá ainda não saiu do consórcio. Oficialmente não chegou nenhuma documentação [sobre a saída de Cuiabá]. Fazer parte do consórcio não me obriga a comprar pelo consórcio. Eu vou comprar quando for vantajoso para a administração”, disse.
Para garantir a transparência, Deise, que é vice-presidente de uma mesa técnica do consórcio, explicou que todos os secretários de saúde dos municípios consorciados têm acesso em tempo real a licitações e compras.
Ela garantiu que a equipe da Secretaria de Saúde de Várzea Grande analisa cada compra para garantir que seja realmente vantajosa para o município.
“Eu faço parte de uma mesa técnica [com os secretários municipais de saúde] como vicepresidente. A gente tem acesso às licitações, ao sistema operacional do consórcio e a gente vem acompanhando. Qualquer compra que Várzea Grande faça no consórcio, a nossa equipe se debruça e faz o trabalho de ver se tem vantajosidade em cima daquela compra que vai ser realizada. Então, não é feito de qualquer maneira, mesmo que seja pelo consórcio”.
(Olhar Direto)






