Relatório aponta “funções” de advogados no setor de “gravatas” do CV; veja como atuavam

Relatório da Polícia Civil descreve as funções, em tese, desempenhadas pelos advogados Roberto Luís de Oliveria, Tallis de Lara Evangelista, Hingrytti Borges Mingotti e Jessica Daiane Maróstica no ‘braço jurídico’ da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso. Os quatro foram presos no âmbito da ‘Operação Gravatas’, deflagrada no dia 12 de março.
De acordo com as investigações, Roberto atuava como ‘líder’ dos gravatas, isto é, dos advogados que prestavam ‘assessoria jurídica’ ao CV na região médio norte do Estado.
Em algumas conversas interceptadas nos telefones de lideranças da organização, os faccionados chegam a demonstrar insatisfação com a atuação do advogado, mas decidem manter os serviços dele porque Roberto ‘comandava’ os demais colegas que trabalhavam em prol dos interesses do Comando Vermelho.
Já Tallis de Lara Evangelista era o responsável pelas audiências de custódia/instrução dos faccionados do Comando Vermelho no médio norte no Estado. Contudo, segundo a polícia, os interesses dos ‘clientes’ eram prejudicados em detrimento das ordens das duas lideranças da organização criminosa na região.
Jessica Daiane Maróstica, conforme a PJC, era responsável pelo acompanhamento processual dos faccionados. Em prints interceptados pela polícia, mesmo sabendo do risco de morte que três rapazes sequestrados pelo CV sofriam, ela continuou fornencendo informações sobre os antecedentes dos jovens e riu da situação.
Por último, Hingrytti Borges Mingotti foi apontada como responsável pelo acompanhamento presencial dos faccionados do CV do médio norte privados de liberdade. Ela chegou a intermediar a recuperação de um arsenal bélico da facção a mando de um dos líderes do Comando Vermelho.
Conforme a Polícia Civil, a assessoria jurídica é imprescindível para manter as engrenagens da facção funcionando, mesmo com desfalque de um ou mais membros.
Tallis de Lara Evangelista, Hingrytti Borges Mingotti e Roberto Luís de Oliveria continuam presos. Jessica, por outro lado, teve a prisão temporário convertida em domiciliar e segue em cumprimento com medidas cautelares.
(HNT)






