Ranalli diz que mercado deve definir tamanho dos lotes e apoia decisão do TJMT: “Eu sou do livre mercado. Acredito que o mercado mesmo se regule.”

Ranalli diz que mercado deve definir tamanho dos lotes e apoia decisão do TJMT: “Eu sou do livre mercado. Acredito que o mercado mesmo se regule.”
Foto: Donatto Aquino

O vereador policial federal Rafael Ranalli (PL) voltou a defender que o mercado imobiliário seja regulado pela livre iniciativa e se posicionou contra a exigência de lotes mínimos de 200 metros quadrados em Cuiabá. A declaração foi dada, dias após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspender o decreto do prefeito Abilio Brunini (PL) que havia determinado a paralisação da análise de projetos com terrenos inferiores a essa metragem.

Apesar de integrar o mesmo partido do prefeito, Ranalli afirmou que sua posição sobre o tema é antiga e já havia sido manifestada tanto em discursos na Câmara quanto em entrevistas.

“Eu primo pela liberdade do mercado. Eu sou contra a limitação de 200 metros. Acho que o próprio mercado tem que se regular”, afirmou.

Segundo o parlamentar, a redução do tamanho das moradias acompanha uma tendência mundial e reflete as mudanças na composição das famílias.

“Hoje você tem um solteiro, uma solteira, casais com poucos ou nenhum filho. Vivemos na geração do pai do pet, do pai da planta, do pai de samambaia. Esse povo precisa de um tipo diferente de moradia.”

Ranalli argumentou que exigir terrenos maiores acaba elevando o custo da habitação.

“Quanto maior o espaço, mais cara é a moradia, mais cara é a manutenção da casa. Eu sou do livre mercado e acredito que o próprio mercado se regula.”

O vereador também citou a expansão dos apartamentos compactos como exemplo de que há demanda por imóveis menores.

“Tem mercado para apartamentos estúdio. É uma tendência que veio de São Paulo para Cuiabá. Às vezes o cara quer só um quarto e uma cozinha, um lugar para dormir”, defendeu.

Ao comentar a decisão do Tribunal de Justiça, Ranalli afirmou concordar com a suspensão do decreto e ressaltou que Abilio conhece seu posicionamento sobre o assunto.

“Sou contra esse decreto, sou favorável à decisão judicial que derrubou o decreto do prefeito. O Abilio sabe a minha opinião. Sou do Partido Liberal e defendo a regulação do mercado.”

O decreto do prefeito foi suspenso liminarmente pelo TJMT após a desembargadora entender que a Prefeitura não poderia estabelecer, por meio de decreto, novos parâmetros urbanísticos sem aprovação da Câmara de Cuiabá. Abilio já anunciou que o município irá recorrer da decisão.

Astrogildo Aécio Nunes

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