Prefeita descarta reforma completa e discute novo pronto-socorro com o Estado

Prefeita descarta reforma completa e discute novo pronto-socorro com o Estado
Foto: Reprodução

A prefeita Flávia Moretti (PL) descartou a possibilidade de uma reforma completa no Pronto-Socorro de Várzea Grande e afirmou que a construção de uma nova unidade já está sendo discutida com o governo do Estado — inclusive por sugestão do secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, e do governador Mauro Mendes (União). No entanto, ainda não há previsão para o início das obras.

Segundo Moretti, o Estado já possui diversas obras em andamento em diferentes municípios e, por isso, seria necessário aguardar a conclusão dessas intervenções para que as articulações em torno de um novo pronto-socorro ganhem forma.

“Ele [o governador] acha difícil reformarmos aquele pronto-socorro, até porque as estruturas são muito antigas e obsoletas. O custo de uma reforma hoje é mais alto do que o de uma construção. Então, essa discussão existe, mas eu pondero: ele já tem várias outras obras em andamento no governo do Estado. É preciso sanear, concluir e dar andamento às obras que já estão em execução”, explicou a prefeita.

As condições do prédio que atualmente abriga a principal unidade de saúde do município têm sido alvo de críticas nos últimos meses, principalmente após a queda de parte do telhado durante uma forte chuva em abril.

Após vistoria no local, o governador classificou a situação como “bastante caótica”. Durante a inspeção, realizada em 5 de abril, Mendes constatou infiltrações e alagamentos que comprometeram a estrutura do hospital.

No mês de maio, alunos de Medicina do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) denunciaram ao Leiagora as condições insalubres da sala de descanso, que apresenta problemas graves de ventilação e infraestrutura, como mofo, bebedouro sujo e falta de ar-condicionado.

Durante uma solenidade nesta terça-feira, o governador anunciou a destinação de R$ 11,7 milhões para o conserto do telhado e R$ 3,8 milhões para a compra de novos equipamentos, como macas, poltronas para acompanhantes, carrinhos de anestesia, suportes de soro, carrinhos de emergência e computadores. Além disso, também foram entregues 50 camas hospitalares.

Moretti fez questão de esclarecer que a reforma tem caráter apenas mitigador, mas prometeu uma solução definitiva. “Essa solução do telhado, uma reforma parcial no pronto-socorro, é paliativa. Não é uma reforma definitiva, nem uma decisão estrutural para a saúde, mas logo teremos”, afirmou. A reforma deve começar nos próximos 15 dias.

(Leiagora)

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