Pela 1ª vez no mundo, nascimento de búfalo-anão é registrado em zoológico

O Zoológico de Chester (Chester Zoo), no Reino Unido, registrou pela primeira vez no mundo o raro nascimento de um bufalo-anão-das-planícies (Bubalus depressicornis). Uma fêmea adulta, chamada Darcy, deu à luz o bebê após 10 meses de gestação.
Agora, o filhote, nomeado de Kasimbar, está sendo limpo e alimentado com leite pela mãe. O tratador do zoológico, Callum Garner, disse ao site IFLScience que é uma raridade ver um animal desses parir: “Poucas pessoas, se houver, já viram um búfalo-anão-das-planícies dar à luz”, ele afirma.
Garner explica que a espécie, considerada o menor gado selvagem do mundo, costuma ser tímida e esquiva. “Poder testemunhar o nascimento de um filhote e então ver aqueles primeiros momentos mágicos entre a mãe e o bebê é realmente muito especial”, diz o cuidador.
Em um vídeo compartilhado no Facebook nesta segunda-feira (14), o zoológico registrou o nascimento do búfalo-anão e seus primeiros momentos ao ar livre. Assista:
“Kasimbar recebeu o nome de uma cidade em Sulawesi [ilha na Indonésia] onde nossas equipes estão trabalhando com o governo indonésio e a comunidade conservacionista global para ajudar os bufalos-anões a prosperar”, afirma a publicação do Chester Zoo.
Segundo o cuidador do zoológico, a mamãe Darcy e o seu novo bebê estão indo muito bem. “Tendo passado as primeiras semanas de vida se unindo [com a mãe] em sua toca, o pequeno agora ganhou confiança e está explodindo de energia”, afirma Garner.
Ameaçado de extinção
Os búfalos-anões-das-planícies são considerados ameaçados de extinção, segundo a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A espécie endêmica da ilha indonésia de Sulawesi está em declínio devido à caça, perda de habitat e outros impactos ambientais causados pelo homem.
A estimativa é de que apenas 2.500 desses búfalos permaneçam nos pântanos e florestas da ilha. “Os búfalos-anões estão em sérios apuros na natureza, por serem amplamente mal compreendidos e terem desenvolvido uma reputação entre os moradores locais de Sulawesi que os leva a serem perseguidos e alvos de fazendeiros”, conta Garner.
“Não apenas isso, mas seu habitat está sempre encolhendo e eles são caçados por sua carne”, acrescenta.
(Por Tainá Rodrigues, com edição de Vanessa Centamori)






