Osso de 4 mil anos é encontrado com ponta de flecha cravada; fotos

Osso de 4 mil anos é encontrado com ponta de flecha cravada; fotos
Osso de costela encontrado em sítio arqueológico na Espanha dá pistas sobre como pessoa morreu há 4 mil anos — Foto: Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES)

Pesquisadores encontraram um osso de costela humano de 4 mil anos que estava perfurado com uma ponta de flecha. A descoberta, divulgada pelo Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social (IPHES), foi feita durante as escavações no sítio arqueológico Roc de les Orenetes, em Pirineus Orientais, no nordeste da Espanha. Veja as imagens:

Para os arqueólogos, o artefato é resultado de um ataque de flecha que aconteceu ocorreu por trás, enquanto a vítima estava de costas. A ferramenta pontiaguda ficou cravada no osso, que exibe sinais de cicatrização, indicando que o indivíduo sobreviveu por um tempo após a lesão.

O Centro Nacional de Pesquisa sobre Evolução Humana (CENIEH) vai realizar uma análise detalhada da flecha através de microtomografia de raios X. Posteriormente, pesquisadores pretendem submeter o artefato a estudos químicos e genômicos em Barcelona e nos Estados Unidos.

Arqueólogos realizam escavações em Roc de les Orenetes desde 2019. As explorações foram lideradas pelo arqueólogo pré-histórico Carlos Tornero, da Universidade Autônoma de Barcelona. No local, já encontraram mais de mil ossadas humanas que datam de cerca de 4.100 a 4.500 anos atrás.

Em 2024, pesquisadores revelaram os resultados das análises feitas em esqueletos humanos que foram descobertos entre 2019 e 2021, em Roc de les Orenetes. Os dados foram publicados na revista científica American Journal of Biological Anthropology.

O estudo revela que foram encontradas ao menos 51 pessoas de diferentes idades e gêneros. Desse número, pelo menos 6 mortes envolveram ataques mortais. Os ferimentos se concentravam principalmente nas costelas e nos membros superiores e, em um dos casos, uma pessoa teve o antebraço amputado. Isso sugere que diferentes tipos de armas e matérias-primas era utilizado à época para a prática da violência.

As evidências oferecem uma perspectiva sobre as dinâmicas sociais e as mortes das comunidades da Idade do Bronze. “Estas evidências representam comportamento violento recorrente e evidências de violência interpessoal localizadas na altitude mais alta dos Pireneus [que está há 1.836 metros acima do nível do mar]”, relatam os pesquisadores.

(Por Tainá Rodrigues)

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