“Ói nois aqui otra veiz”

“Ói nois aqui otra veiz”
Divulgação

Sérgio Cintra

Era dia13 de março de 1979, dia 13, no estádio as Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, 100 mil metalúrgicos desafiavam a Ditatura Militar (1964 – 1985): helicópteros com metralhadoras sobrevoavam ameaçadoramente aqueles trabalhadores que iniciariam uma greve; em cima de uma mesa (palanque improvisado) e sem megafone ou microfone, Lula proferia frases curtas que se multiplicavam como ondas pelas vozes dos operários até que chegassem aos últimos participantes daquela assembleia que mudaria para sempre a história do Brasil. A esse tipo de propagação de um discurso dá-se o nome de “boca de urna sindical”. No último dia 16, no mesmo estádio, 47 anos depois, Lula e milhares de militantes davam o ponta pé da campanha de reeleição à presidência: “onde tudo começou”.

Lula nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 1945, e migrou ainda criança para São Paulo, junto com a família, em busca de melhores condições de vida. Tornou-se torneiro mecânico e logo se destacou como líder sindical no ABC paulista, conduzindo greves históricas. Sua trajetória foi retratada no filme “Lula, o Filho do Brasil”. A vida de Lula é marcada pela superação pessoal e pela transformação de sua experiência operária em liderança política.

Nos três mandatos presidenciais, Lula promoveu políticas que mudaram o Brasil. Criou o Bolsa Família; Minha Casa, Minha Vida; Gás do Povo; Luz para Todos; Farmácia Popular; Mais Médicos; Brasil Sorridente; SAMU; UPAs; Cotas nas universidades; ProUni; Fies; Pé-de-Meia; 14 novas universidades federais e transformou os antigos Cefets em Instituto Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) etc., etc. que ajudaram a reduzir as desigualdades sociais no Brasil. Além disso, promoveu políticas de valorização do salário-mínimo, beneficiando milhões de trabalhadores.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro: falastrão, mentiroso, parlamentar medíocre, ligado à milícia, comprador de imóveis em dinheiro vivo e praticante contumaz de “rachadinhas”; além disso, envolvido com o maior escândalo financeiro do Brasil, o do Banco Master, e do assalto a aposentados. Além de Vorcaro “doar” 85 milhões de reais para o Dark Horse”: Flavio Bolsonaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”; Daniel Vorcaro: [Imagem de Visualização Única]; Flavio Bolsonaro: “Amém!”; um “amém” que significa US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 65 milhões). Se não bastasse essa hecatombe, Flávio é um excepcional empresário que faz uma pequena franquia de chocolates render milhões e, ainda, mentiu sobre pós-graduação em Ciências Políticas na UFRJ. É pra acabar com o maxixe do Coxipó…
Concluir esse artigo exige firmeza: não se trata apenas de comparar trajetórias, mas de denunciar o risco real de retrocesso. Lula representa a luta coletiva que nasceu nas greves do ABC e se traduziu em políticas sociais que mudaram o Brasil. Flávio Bolsonaro, por sua vez, simboliza o oposto: corrupção, privilégios e despreparo. Votar em alguém com esse histórico é legitimar a mediocridade. O povo brasileiro não pode se dar ao luxo de escolher o atraso; antes, precisa reafirmar o compromisso com a justiça social e com políticas públicas inclusivas que nasceram da luta popular; não da fraude e da “rachadinha”.

Sérgio Cintra é professor de Linguagens e servidor do TCE-MT
sergiocintraprof@gmail.com

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Astrogildo Aécio Nunes

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