MTE apura falhas de segurança após gari ter perna amputada durante coleta em Várzea Grande

MTE apura falhas de segurança após gari ter perna amputada durante coleta em Várzea Grande
Divulgação

Auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), identificaram graves falhas de segurança na operação da coleta de lixo realizada pela empresa Pantanal Ambiental, após o acidente que amputou a perna do gari Oliver Rafael Lepage Luque, no último dia 12 de maio, em Várzea Grande.

Entre as medidas adotadas está a interdição do caminhão envolvido no acidente, além da continuidade das investigações sobre as condições de trabalho e os procedimentos da empresa.

A empresa Pantanal Ambiental, responsável pelo serviço, foi notificada e ainda serão analisados aspectos relacionados ao treinamento dos trabalhadores, à organização do trabalho e aos procedimentos adotados durante a coleta de lixo.

O acidente ocorreu no Condomínio Colinas Douradas II. Segundo a apuração inicial, o trabalhador foi prensado contra uma parede quando o motorista realizava uma manobra em marcha à ré. Oliver estava na parte traseira do caminhão, não foi visualizado pelo condutor e não conseguiu emitir um alerta. O acidente provocou a amputação de uma de suas pernas.

A interdição foi determinada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho após inspeção realizada no último dia 17 de maio, a qual identificou uma série de falhas graves de segurança no veículo que contribuíram para o acidente.

Entre elas os pneus traseiros em estado de desgaste extremo e uma falha grave no sistema de freios ABS, a qual, segundo o fabricante, exigiria a paralisação imediata do veículo.

A câmera de monitoramento traseiro apresentava um ponto cego justamente no lado esquerdo, local onde o trabalhador estava no momento do acidente. O sistema de alarme sonoro da parte traseira do caminhão não funcionava, impossibilitando que o trabalhador alertasse o motorista, e os botões de parada de emergência do sistema de compactação estavam inoperantes.

Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a combinação dessas falhas criou um ambiente extremamente inseguro. No momento da interdição, o caminhão, um modelo VW Constellation de aproximadamente 16 toneladas, foi localizado em uma oficina em Várzea Grande.

A investigação continua em andamento e o caminhão só poderá operar após a correção das irregularidades e a liberação do MTE.

“A interdição é uma medida administrativa de proteção à saúde e à segurança dos trabalhadores e não possui caráter de multa. O veículo permanece proibido de operar até que todas as irregularidades sejam corrigidas e a empresa apresente laudos técnicos comprovando a segurança dos equipamentos”, disse o Chefe do Setor de Fiscalização de Saúde e Segurança do Trabalho da SRTE-MT, auditor fiscal Marcos Crepaldi.

Astrogildo Aécio Nunes

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