MT registra redução de 82% nos focos de calor; menor número para o mês de setembro desde 1998

Mato Grosso registrou, em setembro de 2026, o menor número de focos de calor para o mês desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. Ao todo, foram registrados 1.964 focos de calor em setembro deste ano, redução de 82,6%, em comparação com a média histórica para o mês, que é de 13.206.
Também foi registrada redução de 14,38% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram contabilizadas 2.294 ocorrências. Os dados são do Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas), do Inpe, que monitora os focos de calor por meio de imagens de satélite.
Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, o trabalho de prevenção, monitoramento e resposta rápida das equipes contribuiu para o resultado registrado em setembro, mesmo diante das condições climáticas associadas aos efeitos do El Niño, que apontavam para um cenário de seca mais intensa e temperaturas elevadas.
“É um resultado muito importante para Mato Grosso, especialmente porque setembro é historicamente um dos meses mais críticos. A redução mostra que o trabalho preventivo, o monitoramento e a preparação das equipes são fundamentais para reduzir os impactos dos incêndios. Mesmo com esse cenário positivo, continuamos com nosso trabalho. O período de estiagem ainda exige atenção, e a prevenção continua sendo essencial”, destacou.
Neste ano, Mato Grosso mantém o reforço das ações de fiscalização e combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal, com investimento de R$ 134 milhões. Os recursos são aplicados em estratégias de proteção ambiental, ampliação da estrutura operacional e medidas preventivas.
As ações mobilizam diariamente bombeiros militares e brigadistas estaduais, com apoio de brigadistas municipais. As equipes atuam em diferentes regiões do Estado com o suporte de viaturas, máquinas e estrutura aérea. Entre os equipamentos empregados estão seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil, além de um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do veículo anfíbio SHERP.
Também fazem parte das ações de prevenção a construção e a manutenção de aceiros em áreas estratégicas. Todas essas medidas ajudam a reduzir a propagação das chamas, amplia a capacidade de resposta das equipes e contribui para o controle dos incêndios florestais.






