MPE recorre para aumentar penas de trio condenado por morte

O Ministério Público de Mato Grosso (MPE) recorreu à Justiça para aumentar as penas dos três condenados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá. As condenações impostas pelo Tribunal do Júri variam de 21 a 25 anos de prisão.
O recurso de apelação foi protocolado nesra segunda-feira (5) pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva perante a 11ª Vara Criminal de Cuiabá.
Na semana passada, o Tribunal do Júri condenou Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa pelo homicídio do advogado.
Antônio, apontado como executor do crime, e Caçadini foram condenados, cada um, a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já Hedilerson recebeu pena de 25 anos.
Mesmo com as qualificadoras reconhecidas pelos jurados, o Ministério Público busca agora o aumento das penas impostas aos três réus.
Com o recebimento da apelação, o processo deverá ser remetido ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que analisará o pedido.
Entenda o caso
Roberto Zampieri, de 56 anos, foi assassinado a tiros em dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo a acusação, o homicídio estaria relacionado a um conflito envolvendo uma disputa de terras no interior de Mato Grosso.
Conforme a denúncia, Antônio Gomes foi o responsável pelos disparos que mataram o advogado. Hedilerson teria participado da execução do plano, inclusive fornecendo a arma usada no crime, enquanto Caçadini foi acusado de integrar a empreitada criminosa.
Durante o julgamento, que durou três dias, os promotores também apresentaram aos jurados a movimentação financeira que, segundo a acusação, estaria relacionada à execução de Zampieri.
O Ministério Público apontou o pagamento de R$ 124,2 mil antes do assassinato e de outros R$ 60 mil depois do crime. Segundo a acusação, o dinheiro teria partido dos apontados mandantes, o casal Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, que responde em outro processo.
A acusação também afirmou que, durante as investigações, surgiram elementos indicando que Caçadini teria solicitado entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os supostos mandantes às autoridades.
Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que o assassinato foi cometido por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.
(MidiaNews)






