Maxilar de fuzileiro é achado em antiga coleção de pedras de criança nos EUA

Maxilar de fuzileiro é achado em antiga coleção de pedras de criança nos EUA
Esta foto do Capitão Yager apareceu no jornal Palmyra Spectator em 20 de dezembro de 1944 — Foto: Ramapo College

Um menino no Arizona, Estados Unidos, herdou uma coleção de pedras de seu avô, um ávido colecionador de rochas. Só vários anos depois, com o garoto já adulto, pesquisadores descobriram que uma das pedras era, na verdade, o maxilar de um fuzileiro naval morto em um exercício de treinamento militar em julho de 1951.

O caso curioso foi divulgado pelo Escritório do Xerife do Condado de Yavapai no último dia 19 de abril no Facebook. Segundo a publicação, a mãe do sujeito que herdou as pedras encontrou o osso humano na coleção do filho em 2022 e contatou o departamento.

As informações do caso foram inseridas no Sistema Nacional de Pessoas Desaparecidas e Não Identificadas (NamUs). Em maio de 2023, o Centro do Norte do Texas Para Identificação Humana enviou o maxilar (então parte da Coleção de Rochas John Doe), para o laboratório Intermountain Forensics em Salt Lake City, Utah, onde uma sequência genômica completa e a bioinformática foram realizadas.

Os pesquisadores subiram os dados obtidos no site GEDmatch Pro e no FamilyTreeDNA. Em julho do ano passado, os alunos do Bootcamp de Genealogia Genética Investigativa do Ramapo College trabalharam na análise das informações. O grupo solucionou praticamente o caso em menos de dois dias junto ao estagiário do Centro de Investigação em Genealogia Genética (IGG), Ethan Schwartz.

Alunos do Centro de Genealogia Genética Investigativa do Ramapo College identificaram os restos mortais do capitão Everett Leland Yager — Foto: Ramapo College
Alunos do Centro de Genealogia Genética Investigativa do Ramapo College identificaram os restos mortais do capitão Everett Leland Yager — Foto: Ramapo College

Os resultados foram encaminhados para o Escritório do Xerife do Condado de Yavapai. Um mês depois, uma amostra de DNA foi retirada da filha do capitão Everett Leland Yager para comparar diretamente com o perfil do osso da mandíbula.

Finalmente, em março de 2024, a amostra genética confirmou a relação de filha e pai, atestando que a mandíbula pertencia ao capitão, que liderava o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

Acreditava-se, até então, que todos os restos mortais do fuzileiro foram recuperados na área do Condado de Riverside, Califórnia, e enterrados em Palmyra, Missouri. Logo, não há certeza de como a mandíbula acabou na coleção do garoto no Arizona. Uma hipótese é que um explorador pode ter pego o maxilar e eventualmente o depositado durante suas viagens pelo estado americano.

Há planos em andamento para que a mandíbula possa ser encaminhada aos familiares do capitão morto. “A equipe que trabalhou neste caso em nosso bootcamp do IGG incluiu alguns pesquisadores verdadeiramente excepcionais, e estamos muito orgulhosos deles por ajudarem a repatriar os restos mortais do Capitão Yager e devolvê-los à sua família”, disse Cairenn Binder, diretora assistente do IGG, em comunicado.

(Redação Galileu)

Astrogildo Aécio Nunes

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