Max Russi reage a Buzetti e diz que críticas por derrubada de veto a mercadinhos são jogada pré-eleitoral

Max Russi reage a Buzetti e diz que críticas por derrubada de veto a mercadinhos são jogada pré-eleitoral
Foto: Gilberto Leite / Geraldo Magela

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), rebateu nesta semana as declarações da senadora Margareth Buzetti (PSD), que classificou como “covardes” os 13 parlamentares estaduais que votaram pela derrubada do veto do governo à lei que permite a continuidade dos “marcadinhos” nos presídios do estado.

Sem elevar o tom, Russi afirmou que respeita o posicionamento da senadora, mas ponderou que críticas como essa são comuns em contextos de pré-campanha eleitoral. “É o posicionamento dela, acho que todo posicionamento tem que ser respeitado. A quem servir isso, que assuma. A mim não serve. Então, bastante tranquilo”, declarou o parlamentar, em entrevista à imprensa.

O presidente da Assembleia também destacou que o parlamento estadual tem contribuído com ações concretas em diferentes áreas, mencionando como exemplo a atuação da Casa na análise e reformulação do projeto de implantação do Hospital Albert Einstein em Cuiabá. “A Assembleia tem feito muito pro Mato Grosso, tem feito o seu papel, tem feito o seu trabalho, tem feito ações concretas em várias áreas. O que eu posso garantir é que a Assembleia tem feito a sua parte, tem feito o seu trabalho, enquanto muitos optam apenas por falar”, afirmou.

Russi reconheceu que divergências são parte do processo legislativo. “Toda votação tem discussão, é natural essa discussão, é natural a divergência de ideias. Nós estamos nos aproximando de um período pré-eleitoral, ano que vem é eleição, e muitos querem surfar na onda daquilo que a maioria da população talvez esteja defendendo ou querendo”, afirmou.

A declaração de Margareth Buzetti gerou repercussão após a senadora publicar, também nas redes sociais, uma crítica ao fato de a votação na Assembleia ter ocorrido de forma secreta. “No Senado e na Câmara, as únicas votações secretas são para autoridades (o que eu acho um absurdo). Por que, em algumas Assembleias Legislativas, como a nossa de Mato Grosso, ainda existe votação secreta para projetos que afetam a vida de todo mundo? A quem interessa o voto secreto?”, escreveu, incentivando o debate entre os seguidores.

O trecho que autoriza os marcadinhos em presídios havia sido vetado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil), mas o veto foi derrubado por maioria dos deputados estaduais. A decisão dividiu opiniões e reacendeu discussões sobre a transparência dos processos legislativos no estado.

(Olhar Direto)

Astrogildo Aécio Nunes

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