Mato Grosso AgroFestival valorizou tradição do Rodeio Cutiano

Durante três dias, de 7 a 9 de agosto, o Rodeio Cutiano levou para o “Mato Grosso AgroFestival” uma das tradições mais antigas ligadas à vida do homem do campo. Realizada no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, a competição reuniu sete competidores de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Cinco chegaram à final, e o título ficou em casa: José Edmilson, de Cuiabá, terminou na primeira colocação, com 242,50 pontos e o prêmio de R$ 6 mil.
O segundo lugar foi de Erisson da Silva, de Castanheira (MT), com 170,50 pontos e R$ 5 mil. Robson Felipe Soares, de Mineiros (GO), ficou em terceiro, com 157,75 e R$ 4 mil. O cuiabano João Teodoro terminou em quarto, com 85,50 pontos e R$ 3 mil, e João Ricardo, de Castanheira, ficou em quinto, com 80,50 pontos e R$ 2mil.
Ao todo, os cinco primeiros colocados dividiram R$ 20 mil em premiação.
Mais do que uma competição, o Cutiano representa uma parte da história de quem cresceu entre cavalos, fazendas e com o rodeio como parte da rotina. A modalidade mantém vivos movimentos, técnicas e conhecimentos que foram sendo passados de geração em geração.
Para a diretora do Rodeio Cutiano, Vânia da Mata, levar a modalidade para dentro de um grande festival voltado à cultura do agro foi uma maneira de aproximar o público urbano de uma tradição que nasceu no campo. “O Rodeio Cutiano representa a raiz do homem do campo. É uma tradição que vem de geração em geração e que carrega a nossa história, os nossos animais e os nossos atletas. Estar dentro de um festival desse tamanho foi uma oportunidade de mostrar essa cultura para muito mais gente”, afirma.
A diretora destaca também que a competição conseguiu unir a essência da montaria tradicional com recursos modernos de transmissão e divulgação. “Foi uma junção muito bonita entre a tecnologia e a tradição. Conseguimos levar imagens do Cutiano para o Brasil e para o mundo, mostrando os nossos animais, os nossos atletas e essa cultura para as novas gerações”, diz Vânia.
Para ela, esse encontro é importante para que uma modalidade tradicional continue despertando o interesse dos mais jovens. “A gente precisa mostrar para as novas gerações de onde viemos. O esporte do agro tem uma história, tem uma raiz, e o Cutiano faz parte dela. Foi uma iniciativa muito importante e esperamos estar novamente na próxima edição”, completa.
Uma tradição que resiste ao tempo – A presença do Cutiano no Mato Grosso AgroFestival também reforçou a identidade do evento, que teve como proposta levar para a capital manifestações culturais ligadas ao interior e ao cotidiano de quem vive do campo.
Para o secretário municipal de Cultura de Cuiabá, Johnny Everson, a modalidade ajuda a contar a história do próprio Mato Grosso. “O homem do campo está na identidade de Mato Grosso. Está na nossa música, na nossa gastronomia, nas festas, nos animais e também no rodeio. O Cutiano traz para dentro da cidade uma tradição que nasceu no campo e que continua viva porque existem pessoas que preservam esse conhecimento”, afirma.
Segundo o secretário, o festival mostrou que tradição e modernidade podem caminhar juntas sem perder a essência. “O que vimos aqui é a tradição encontrando novas formas de chegar às pessoas. O Cutiano mantém sua essência, mas ganha uma vitrine maior, alcança novos públicos e mostra que a cultura do homem do campo continua viva e tem espaço também para as novas gerações”, pontua.
O Mato Grosso AgroFestival foi promovido pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Instituto Cordemato e Ministério do Esporte, com recursos públicos.






