Luz emitida por erupção de vulcão na Islândia supera brilho da capital à noite

Luz emitida por erupção de vulcão na Islândia supera brilho da capital à noite
Imagens de satélites da Nasa flagraram luzes fortes vindas da erupção de um vulcão no litoral noroeste da Islândia — Foto: Nasa

A Islândia, pequena ilha do norte da Europa, registra alta atividade vulcânica. E isso acontece por conta da posição em que o país está no globo: o território nórdico fica na região chamada de Dorsal Mesoatlântica, onde as placas tectônicas da Eurásia e do Norte se movimentam alguns centímetros por ano. Esse movimento de placas cria fissuras na crosta terrestre, permitindo que a lava acumulada em camadas mais profundas jorre à superfície na forma de erupções vulcânicas.

Uma imagem da Nasa flagrou a erupção vulcânica mais recente no território viking. Esse fluxo de lava aconteceu na península de Reykjanes no dia 20 de novembro, e foi o primeiro episódio após dois meses de inatividade.

Cerca de cinco horas após o início da erupção, dois instrumentos da Nasa, o VIIRS (sigla para Visible Infrared Imaging Radiometer Suite) e o satélite Suomi NPP, captaram a imagem noturna que você vê acima.

A energia liberada pelo vulcão foi tamanha que as luzes da erupção parecem mais brilhantes do que a luz artificial noturna da capital islandesa, Reykjavík, que está a nordeste do foco de luz mais brilhante. Ela é a cidade mais populosa do país, com cerca de 140 mil habitantes.

A imagem abaixo mostra o caminho que a lava fez após a erupção. Ela saiu de uma fissura próxima ao pico Stóra Skógfell, na cratera Sundhnúkur, e fluiu pelas principais estradas até atingir a Lagoa Azul. Trata-se de um destino turístico famoso por suas águas termais, que é muito popular na Islândia.

Lava de erupção vulcânica se encaminha para região de lago na Islândia — Foto: Nasa
Lava de erupção vulcânica se encaminha para região de lago na Islândia — Foto: Nasa

A foto acima é uma combinação de imagens: parte da cena foi captada pelo satélite Landsat 9, em 24 de novembro, e foi sobreposta por um sinal infravermelho para ajudar a distinguir a assinatura de calor da lava. Uma nuvem de gás, consistindo principalmente de dióxido de enxofre, jorrou da lava. A Nasa pontua que a qualidade do ar não afetou os voos de e para a Islândia.

O Serviço Nacional de Radiodifusão da Islândia, no entanto, informou que o último evento vulcânico forçou a evacuação de alguns moradores da cidade e do resort da Lagoa Azul. Um fluxo de lava escorreu sobre o estacionamento do balneário, destruindo um pequeno galpão que ficava no local.

A erupção da península de Reykjanes é a sétima de uma série de eventos, que começou em dezembro de 2023. Em 26 de novembro de 2024, a Lagoa Azul chegou a ser fechada ao público.

(Por Redação Galileu)

Astrogildo Aécio Nunes

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