Júlio Campos propõe consulta interna no União Brasil para decidir candidatura de Jayme

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) sugeriu uma consulta interna entre os 52 membros do diretório estadual do partido para definir se a legenda vai bancar a candidatura do senador Jayme Campos, do mesmo partido, ou apoiar desde o primeiro turno a chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A proposta para pacificar a discussão ocorre após a ofensiva de barrar a candidatura ao Senado do ex-governador Mauro Mendes, (União Brasil), contrário a candidatura de Jayme ao Paiaguás.
A mudança de estratégia de Júlio é devido sua confiança na lealdade dos aliados que compõem a executiva. Júlio afirma ter 33 votos dos 52 que compõem o colegiado do UB.
“Nós queremos que seja feita uma consulta. Chamem os 52 membros do partido e perguntem se querem o Jayme ou se já vamos apoiar o Pivetta no primeiro turno”, falou Júlio Campos à Capital FM nesta segunda-feira (8).
A eleição ao governo em Mato Grosso nunca avançou para o segundo turno. Considerando a divisão de votos entre os candidatos, a possibilidade também é remota. No entanto, pode acontecer. Ciente do cenário, para viabilizar a chapa do irmão, Júlio também propôs que o União Brasil libere o Jayme para concorrer e, caso o senador não avance para o segundo turno, que seja feita uma coligação com Pivetta.
“Muita vezes não podemos ir ao segundo turno, mas queremos disputar o primeiro turno e, no segundo, façam as coligações que é natural”, ventilou.
Júlio Campos argumentou que uma candidatura própria ao governo é determinante para eleger deputados estaduais e federais. Segundo ele, sem um cabeça de chapa ao governo, o UB vai eleger, no máximo, dois candidatos.
“Se não tivermos candidato, nossa bancada vai reduzir pra um ou dois. Quem vai fazer deputado é quem tem o poder na mão”, observou.
O deputado ainda polemizou, afirmando que enfraqueceu o partido ao encaminhar seus aliados para o Republicanos. Entre eles está o deputado estadual Paulo Araújo e o ex-secretário Alan Porto, ambos considerados candidatos com potencial de garantir cadeiras na Assembleia, conforme Júlio.
“Mauro mandou todo o time dele se filiar lá. Pois ele não viabilizou o União Brasil, ele deixou a chapa do União muito fraca”, concluiu Júlio.
(HNT)






